Copa América: Fred marca no fim, e salva Brasil de derrota: 2 a 2

Copa América: Fred marca no fim, e salva Brasil de derrota: 2 a 2

Contudo, Fred, aos 44min, empatou o duelo e evitou a derrota da Seleção Brasileira

O centroavante Fred, do Fluminense, evitou que o Brasil de complicasse na Copa América de 2011. Na tarde deste sábado, o atacante balançou as redes aos 44min do segundo tempo, e decretou o empate por 2 a 2 entre a equipe comandada por Mano Menezes e o Paraguai, evitando que o País se complicasse na competição sul-americana.

A Seleção Brasileira demorou a se encontrar no confronto deste sábado. Surpreendentemente escalada com Jadson na vaga de Robinho, a equipe sofreu com a forte marcação paraguaia no início do confronto. Contudo, mesmo com as dificuldades, a equipe comandada por Mano Menezes conseguiu abrir o placar, justamente com contestado meia do Shakhtar Donetsk (Ucrânia), que acertou um belo chute de fora da área e colocou o Brasil em vantagem aos 38min.

A vantagem conquistada pelo Brasil, no entanto, terminou logo aos 10min da segunda etapa. O Paraguai aproveitou uma falha de posicionamento da defesa pentacampeã mundial para empatar o confronto com de Roque Santa Cruz. O tento da equipe guarani afetou psicologicamente o time de Mano Menezes, que não conseguiu reencontrar o melhor jogo e acabou sofrendo a virada: Haedo Valdéz, aos 22min, marcou o segundo.

Contudo, Fred, aos 44min, empatou o duelo e evitou a derrota da Seleção Brasileira.

A Seleção Brasileira jogará a sobrevivência na competição na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), diante do Equador, novamente em Córdoba, em duelo que fechará a rodada dupla no Estádio Mário Alberto Kempes - Paraguai e Venezuela duelam na mesma data e local, às 19h15.

Jadson protagoniza 1º tempo

Insatisfeito com o desempenho da Seleção Brasileira no empate sem gols diante da Venezuela, na estreia da Copa América, Mano Menezes surpreendeu na escalação da equipe. Buscando reforçar o sistema de criação da equipe, o treinador sacou Robinho, um dos mais experientes do grupo, e optou por Jadson, que sequer participou do primeiro duelo na competição sul-americana. Contudo, a mudança não surtiu efeito nos instantes iniciais, e o País sofreu com a forte marcação paraguaia.

A seleção guarani, por sua vez, não se limitou a apenas anular o jogo brasileiro. Com uma postura agressiva, de marcação no campo de ataque, a equipe de Gerardo Martino quase abriu o marcador aos 2min. Lucas Barrios, com liberdade, descolou um ótimo passe para Roque Santa Cruz. De frente com o goleiro Júlio César, o experiente centroavante chutou forte, e isolou a bola.

Embora a presença de Jadson reforçasse o meio-campo da Seleção Brasileira, o time comandado por Mano Menezes sofreu durante a primeira parte da etapa inicial; muito em virtude da forte marcação adversária. O Brasil errou cinco saídas de bola seguida e passou cinco minutos acuado, dependendo de lançamentos longos do campo defensivo.

Até o momento em que a marcação paraguaia afrouxou. O Brasil conseguiu criar a primeira chance de gol aos 18min, justamente por conta da presença de um homem a mais na criação das jogadas no meio-campo. Paulo Henrique Ganso achou Jadson, que, de primeira, deixou Alexandre Pato à frente da meta paraguaia. O atacante brasileiro tentou driblar o goleiro Justo Villar, e acabou bloqueado pelo camisa 1 adversário no momento da conclusão.

O jogo esfriou e um pequeno grupo de torcedores ao lado da tribuna de imprensa começou a esboçar reclamações a Mano. Pediram Marta, Lucas e começaram a pegar no pé de Jadson, a surpresa do treinador. O jogador sentiu a pressão, começou a errar passes, fez faltas, mas conseguiu a reabilitação aos 38min.

Ramires ganhou uma dividida e tocou para Ganso, que rolou a bola de lado para Jadson. O meia chutou firme no canto direito de Villar e abriu o placar. Colocou a mão na orelha, como se pedisse para a torcida reconhecer seu trabalho. Mano também olhou para a arquibancada e pediu aplausos. Recebeu alguns gritos de apoio do pequeno grupo, que mesmo assim no final do primeiro tempo teve algumas vozes de desaprovação a Mano.

Paraguai vira, mas Fred salva o Brasil

E o técnico brasileiro surpreendeu de novo no intervalo. Tirou Jadson para a entrada de Elano e teve o nome gritado pelo grupo de torcedores. A explicação, além de tática, pode estar no fato de o meia do Shakhtar Donetsk ter tomado um amarelo em uma entrada dura no primeiro tempo, por cima da bola, que com um juiz mais rigoroso poderia ser vermelho.

Com Elano em campo, o Brasil perdeu em criatividade e sofreu o empate aos dez minutos. Em uma falha de posicionamento da defesa brasileira, Marcelo Estigarribia recebeu pelo lado esquerdo, passou por Elano e Ramires, e achou Roque Santa Cruz completamente livre dentro da área. O experiente centroavante bateu firme e igualou o marcador em Córdoba.

O tento sofrido no início da etapa complementar acabou mal assimilado pelo Brasil. A equipe comandada por Mano Menezes sentiu o empate, e se perdeu dentro de campo. Entretanto, mesmo com todas as dificuldades, a Seleção teve uma ótima chance para retomar a liderança do marcador. Aos 20min, Ganso deu um ótimo passe e deixou Neymar na cara do gol. Contudo, o camisa 11 se atrapalhou na hora da finalização, e a bola ficou limpa para o goleiro Villar.

A chance perdida pelo santista foi fatal. No lance seguinte, depois de outra falha da defesa brasileira, o Paraguai virou a partida. Daniel Alves vacilou dentro da área e perdeu a bola para Cristian Riveros, que achou Santa Cruz dentro da área. O camisa 9 rolou para o centro e achou Haedo Valdés, que tocou na saída de Júlio César e viu a bola entrar nas redes brasileiras depois de um bate-rebate.

A desvantagem obrigatoriamente fez a pressão retornar para o time brasileiro. Precisando da vitória, Mano Menezes sacou Ramires e colocou Lucas dentro de campo. Com o jovem são-paulino dentro de campo, a Seleção ganhou em velocidade, mas não ameaçou o adversário em nenhum momento. Somente aos 44min, justamente quando empatou. Ganso achou Fred dentro da área, e o atacante do Fluminense finalizou no canto direito de Villar para igualar o marcador.







Fonte: Terra, www.terra.com.br