Derrotas dão tempo na calmaria do Fla e deixam técnico Dorival sob pressão

Diretor Paulo Pelaipe diverge de algumas decisões do treinador, que se diz tranquilo: "Se antes não estava tão bem, nem tudo agora virou um caos"

Duas derrotas seguidas, e o ambiente do Flamengo não é mais de completa calmaria. Decisões de Dorival Júnior começam a ser questionadas pelo diretor de futebol Paulo Pelaipe, e o desempenho do time contra Botafogo, na eliminação na semfinal da Taça Guanabara, e Resende, na derrota por 3 a 2, de virada, na estreia do time na Taça Rio, colocam o trabalho do treinador em xeque. A pressão sobre ele aumentou muito com os dois últimos resultados negativos, e a reação tem de ser imediata.


Derrotas dão tempo na calmaria do Fla e deixam Dorival sob pressão

Dorival se diz tranquilo e consciente do trabalho que tem que fazer. Lembra que quando o time virou sensação no primeiro turno e fez a melhor campanha geral, não deixou o oba-oba tomar conta do grupo. Agora, com a descida da gangorra, não se desespera.

- No futebol brasileiro, em grandes equipes, se não trabalhar com pressão não estará preparado para pressão nenhuma. Pressão faz parte do dia a dia. Há dez dias, éramos a equipe sensação. Hoje, é pressão. Nós profissionais caminhamos de uma outra maneira, mais equilibrados, conscientes de que nem tudo está muito bom e nem tudo virou caos. Pressão vai continuar existindo nas vitórias e derrotas.

Antes do jogo contra o Resende, Paulo Pelaipe divergiu de Dorival Júnior sobre a montagem do banco de reservas. O diretor citou o caso da semifinal da Taça Guanabara, quando os atacantes Nixon e Igor Sartori não figuraram entre os suplentes.

Sobre a queda de rendimento do time, o técnico diz que era previsível e lembra que jamais considerou que tudo estivesse perfeito.

- Vamos continuar trabalhando de uma forma tranquila e consciente. Quando estávamos ganhando os jogos seguidos, vocês (jornalistas) não me viram tranquilo e relaxado. Estava atento, ciente de que muita coisa tinha que ser melhorada. E vocês colocavam a evolução do Flamengo, o favoritismo ao longo da competição. Para mim era um fato normal. Nunca aceitei a situação de favorito e não coloquei que estava satisfeito com o rendimento normal da equipe. Vou trabalhar da forma como vínhamos trabalhando. Se antes não estava tão bem, nem tudo agora virou um caos.

O Flamengo terá de reagir rápido na Taça Rio, já que o returno é mais curto. Restam seis rodadas para definição dos semifinalistas. No Grupo B, o Rubro-Negro ainda terá de enfrentar, pela ordem, Boavista, Bangu, Audax, Duque de Caxias, Fluminense e Macaé.

A partida contra o Boavista será no dia 23, em Volta Redonda, às 18h30m. O grupo retoma os treinos na tarde desta quinta-feira, no Ninho do Urubu.

Fonte: GloboEsporte.com