Ex-goleiro Bruno diz que vetou visita de Adriano na prisão para evitar polêmica para o Imperador

Ex-goleiro Bruno diz que vetou visita de Adriano na prisão para evitar polêmica para o Imperador

A revelação foi feita em entrevista à revista “Placar” deste mês.

Condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte da ex-amante Eliza Samudio, Bruno Fernandes cumpre pena há três anos e nove meses na Penitenciária de Nelson Hungria, em Belo Horizonte. Durante esse período, o ex-goleiro do Flamengo recebeu poucas visitas de ex-companheiros ou amigos famosos que o futebol lhe trouxe. O jogador, inclusive, barrou um dos fiéis parceiros nos tempos de Gávea: Adriano. O atleta vetou a ida do Imperador à cadeia, para visitá-lo.

A revelação foi feita em entrevista à revista ?Placar? deste mês. Segundo Bruno, ele quis apenas evitar que Adriano fosse colocado em alguma polêmica.

? O Adriano quis vir me visitar. Mas eu mandei recado para ele não vir. As pessoas poderiam distorcer a situação. Já me visitaram o Rodrigo Calaça, bom goleiro, o Gladstone, com quem joguei no Cruzeiro, e o Irineu, que jogou comigo no Flamengo. Trouxeram só palavras de incentivo ? contou.

A amizade dos dois jogadores vem de longa data. Eles, inclusive, já enfrentaram polêmicas juntos. Em 2010, Bruno estava com Adriano quando aconteceu a briga do Imperador com a sua noiva na época, Joana Machado, na saída de um baile funk na favela da Chatuba. A mulher quebrou os carros dos jogadores do Flamengo, revoltada com a "escapadinha" de Adriano para ir ao baile.

Ainda na entrevista, Bruno reafirmou o desejo de retornar aos gramados. O jogador assinou um contrato de cinco anos com o Montes Claros, time da Segunda Divisão de Minais Gerais. O goleiro garante que ?quer muito poder jogar bola novamente? e que ?acredita num milagre de Deus? para isso acontecer. Ele usa um problema vivido pelo ex-jogador Edmundo como exemplo para dar uma possível volta por cima.

? Eu sei que a minha volta ao futebol não vai ser fácil. Vou sofrer a pressão e o julgamento das arquibancadas. Mas eu vou superar. Temos o exemplo do Edmundo, que já foi chamado de assassino pelos torcedores. Eu também fui chamado de assassino. Em um dos meus últimos jogos, contra o Botafogo, a torcida deles me xingou no Engenhão, me chamou de assassino de bebê ? falou.

Mesmo com a condenação pelo assassinato da ex-amante, mãe do seu filho, Bruninho, o goleiro se considera ídolo do Flamengo.

? Por tudo que fiz pelo Flamengo, e por tudo que o Flamengo fez por mim, eu me sinto um ídolo no clube. Eu era o primeiro jogador que as crianças vinham abraçar ? disse.

Fonte: Extra