Flamengo e Inter não saem do 0 a 0 no Maracanã

Na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, a dupla volta a se encontrar para decidir a vaga na semifinal.

Nem o talento de Nilmar, nem o fim do jejum rubro-negro. A primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil entre Flamengo e Internacional foi marcada pela inoperância ofensiva dos cariocas e a cautela dos gaúchos, mas também o brilho dos dois goleiros. Lauro e Bruno brilharam em lindos lances. O resultado: empate por 0 a 0, no Maracanã, na noite desta quarta-feira.

Com Taison, Nilmar e D´Alessandro anulados pelo quarteto defensivo formado por Willians, Aírton, Ronaldo Angelim e Toró, o Internacional segurou a igualdade fora de casa diante de um Flamengo que se manteve no campo de ataque por quase 90 minutos, mas esbarrou na própria incompetência, na trave, por duas vezes, e no arqueiro colorado. A torcida rubro-negra, que compareceu em bom número, 53 mil, deixou o estádio irritada com o ataque e suplicando pela estreia de Adriano.

Na próxima quarta-feira, no Beira-Rio, a dupla volta a se encontrar para decidir a vaga na semifinal. Quem vencer terá o direito de encarar Coritiba ou Ponte Preta. Empate com gols dá a vaga ao Rubro-Negro, e se o placar novamente ficar em branco, a decisão será nos pênaltis.

Fla para na trave e em Lauro

O Internacional tentou impor um ritmo forte no início da partida e se mandou para o ataque. Marcando forte a saída de bola, chegou à área de Bruno logo aos dois minutos, quando Kléber avançou nas costas de Léo Moura e cruzou para Nilmar na área. Ronaldo Angelim fez o corte e afastou o perigo.

O panorama, no entanto, não durou mais do que cinco minutos. Com Ronaldo Angelim, Aírton e Willians bem postados na zaga, o Flamengo empurrou o Inter para o campo de defesa e tomou conta do meio-campo. Aos seis, Everton rolou para Léo Moura, que cruzou no segundo pau e obrigou Lauro a fazer boa defesa.

Cinco minutos depois, a primeira boa chance dos cariocas: Léo Moura cobrou falta no segundo pau, e Everton escorou de cabeça. A bola explodiu na trave direita do goleiro gaúcho. Aos 12, mais uma vez o jovem atacante apareceu bem. Ele descolou bom cruzamento para Kleberson, que desviou de cabeça e levou perigo.

Com maior posse de bola, o Flamengo dominava o Inter, que apelava para as faltas, muitas delas próximas à área. Aos 16, Juan cruzou forte, para a ourtra ponta. Léo Moura levantou na área, e a bola sobrou para Ronaldo Angelim, livre, na pequena área. O zagueiro dominou, encheu o pé, e Lauro salvou o Colorado.

Inexpressivo no ataque, o Internacional levou perigo também na bola parada. Aos 22, D´Alessandro arriscou de muito longe e quase surpreendeu Bruno. O goleiro tentou defender em dois tempos, por pouco não deu um presente para Nilmar, mas se recuperou com um tapinha antes da conclusão do atacante.

No minuto seguinte, mais uma vez o camisa 9 levou perigo. Deixou três rubro-negros na saudade e serviu Bolívar. Sozinho na área o lateral-direito pegou mal na bola e chutou para fora.

Na velocidade de Ibson na saída de bola, o Flamengo voltou a pressionar. Aos 30, o volante serviu Emerson na grande área, mas o Sheik, muito mal em campo, se enrolou todo e foi desarmado por Álvaro. Cinco minutos depois, mais uma vez o camisa 7 apareceu bem. Ele fez fila pela direita e cruzou na pequena área, Índio afastou o perigo.

Pelas pontas, o Flamengo seguia levando perigo. Sumido nas últimas partidas, Léo Moura aparecia bem pela direita e aos 37 descolou bom cruzamento para Juan na marca do pênalti. Sem marcação, o pequenino lateral cabeceou firme para o chão e acertou a trave esquerda de Lauro.

O Internacional criou uma boa chance aos 45. D"Alessandro lançou Nilmar, que foi derrubado por Aírton. Na cobrança, Kléber achou Sandro no segundo pau. O volante mergulhou de peixinho e obrigou Bruno a fazer uma boa defesa. Foi o último lance da primeira etapa.

Ataque do Fla perde muitos gols, e Bruno salva no fim

A partida recomeçou no mesmo pique dos 45 minutos iniciais. O Flamengo seguia marcando muito a saída de bola, dominando o meio-campo, mas criando pouco. Apelando para o chuveirinho, os cariocas facilitavam as ações do Internacional que afastava como podia o perigo.

Aos oito minutos, Everton cobrou com velocidade falta em dois toques e serviu Juan no bico da área. O lateral tentou surpreender Lauro, mas chutou torto. Três minutos depois, foi a vez de Toró levantar a torcida. O volante desarmou Nilmar no campo de defesa, se livrou de três colorados, mas isolou por cima do travessão.

Acuado, o Internacional começou a usar o mesmo expediente do Fla e passou a marcar a saída de bola. Aos 12, Alecsandro, que entrara ma vaga de Taison, buscou Nilmar na área, mas Angelim afastou o perigo. No contra-ataque, o Rubro-Negro levou perigo. Juan tentou tabelinha com Obina, que devolveu na marca do pênalti. Lauro saiu nos pés do lateral e ficou com a bola.

Desorganizado, o Flamengo se manteve no campo de ataque, mas sofria para criar uma boa jogada. Aos 23, Ibson apareceu bem e deu lindo passe para Kleberson. Sozinho na área, o volante chutou forte e tirou tinta da trave direita de Lauro.

O cenário da partida era o mesmo da estreia no Brasileirão, diante do Cruzeiro. O Fla martelava, martelava, mas faltava eficiência ao ataque. Aos 29, Obina tentou resolver sozinho e chutou de muito longe. A bola foi parar nas alturas.

Na base do abafa, o time carioca se mandou com tudo para o ataque. Aos 33, Léo Moura levantou na área, Obina desviou, a bola bateu em Kleberson e saiu pela linha de fundo. Nos minutos finais, o Inter se mandou para o ataque, e Bruno deixou o campo como herói.

Aos 41, Andrezinho cobrou falta com veneno, e o goleiro voou para colocar a bola para escanteio. Quatro minutos depois, um lance incrível. Andrezinho colocou a bola na trave, e no rebote Nilmar encarou Bruno caído no chão. O atacante escorou, o rubro-negro salvou com um tapa e com os pés evitou que a bola chegasse ao camisa 9. Um jogão, mas nada de gols no Maracanã.

Fonte: GloboEspote, www.globoesporte.com