Sub-20: Goleiro brilha nos pênaltis e garante o único título que faltava à França

Sub-20: Goleiro brilha nos pênaltis e garante o único título que faltava à França

Destinada a Messi na edição de 2005, a Bola de Ouro ficou nas mãos do meio-campista Pogba

Dona de Copa do Mundo, Eurocopa, Copa das Confederações, Jogos Olímpicos e outros títulos de expressão do mundo da bola, a França conquistou, enfim, seu primeiro Mundial Sub-20 neste sábado, na Turquia, ao superar o Uruguai na decisão. Mas terá que agradecer - e muito - ao goleiro Alphonse Areola. Após parar o ataque celeste durante os 120 minutos com a bola rolando, o jovem arqueiro francês defendeu duas cobranças e garantiu o título dos Bleus nos pênaltis, após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Mais cedo, a seleção de Gana, campeã em 2009, venceu o Iraque por 3 a 0 e ficou com a terceira colocação.

Apesar das inúmeras conquistas entre os adultos, França e Uruguai deixavam a desejar no Mundial Sub-20. A Celeste só havia chegado uma vez à decisão anteriormente e, ainda assim, amargou o vice, em 1997, na Malásia, após perder para a Argentina. Já a equipe europeia nem isso. Seu melhor resultado havia sido um quarto lugar obtido em 2011, na Colômbia.

A França leva também para casa um prêmio individual. Destinada a Messi na edição de 2005, a Bola de Ouro ficou nas mãos do meio-campista Pogba, que joga no Juventus. O dono da Bola de Prata foi o uruguaio Nico Lopez.

Apesar do bom desempenho no mata-mata, tanto França quanto Uruguai chegaram a perder na primeira fase e só avançaram às oitavas com a segunda colocação de seus respectivos grupos. A invencibilidade dos Bleus foi quebrada diante da Espanha (2 a 1), enquanto a Celeste caiu na estreia diante da Croácia (1 a 0).

Argentina e Brasil, que não se classificaram para esta edição do Mundial-Sub 20, são as seleções com o maior número de conquistas no torneio, com seis e cinco títulos, respectivamente. Além da França, Portugal (duas vezes), Alemanha, Gana, Espanha, União Soviética e Iuguslávia são as outras equipes que também já levantaram a taça do torneio.

Goleiros se destacam nos 45 minutos finais

O primeiro tempo em Istambul foi carente de emoções. Enquanto a França pouco ameaçava, ainda assim na base dos chutes de longa distância,o Uruguai também não chegava a oferecer muito perigo aos adversários, mas o fato é que foi melhor na primeira etapa.

Antes do sair para o vestiário, além de ter chutado mais vezes ao gol adversário (8 x 6), a Celeste foi quem criou as principais chances. A melhor delas saiu aos 19 minutos da primeira etapa dos pés de Lopez. Ele se aproveitou de uma bobeira adversária para aparecer frente a frente com Areola, que parou o uruguaio ao fazer uma grande defesa quase à queima-roupa.

As equipes voltaram do intervalo com a mesma postura, e o Uruguai só não abriu o placar aos 20 porque faltou coletividade a Lopez. O camisa 11 da Celeste recebeu grande lançamento na área e, com outros dois companheiros livres ao lado, ele escolheu chutar, mandando para fora.

A França, por sua vez, deixou os chutes de longa distância de lado e cresceu no jogo. Em mais de uma ocasião, o uruguaio De Amores teve que trabalhar para evitar o gol europeu. Acuada, a Celeste apostava no contra-ataque, mas parava na falta de eficiência de seus homens de frente. Resultado: o duelo foi para a prorrogação.

A partida seguiu movimentada na prorrogação e, após tomar um sufoco francês no final da segunda etapa, o Uruguai voltou a crescer na partida. Só que novamente parou no forte bloqueio adversário e na boa atuação do goleiro Areola. De Arrascaeta ainda se enrolou com a bola no apagar das luzes e perdeu boa chance. Com isso, a decisão para os pênaltis.

Nos pênaltis, Areola voltaria a se destacar ao defender as cobranças de Velazquez e De Arrascaeta. Como Pogba, Veretout, Ngando e Foulquier acertaram do outro lado, a França conquistou seu primeiro título do Mundial Sub-20.

Fonte: Globo Esporte, www.globoesporte.com