Em coletiva, delegado do caso de Adriano destaca conflito de versões

Em coletiva, delegado do caso de Adriano destaca conflito de versões

Mulhar ferida na mão esquerda passa bem

Delegado do caso de Adriano destaca conflito de versões

O delegado Carlos César Santos, do 16º DP, concedeu uma coletiva sobre o caso envolvendo o atacante Adriano, do Corinthians. Segundo ele, o ponto que mais chamou atenção foi que os depoimentos foram contraditórios em relação ao fato do jogador ter ou não manuseado a arma.

Seis pessoas deixaram a boate Barra Music na Barra da Tijuca no carro do Imperador. Com exceção da vítima, Adriene, e do jogador que está em sua casa, todos as outras testemunhas já prestaram depoimentos na delegacia.

Viviane Faria de Fraga, amiga da vítima, afirmou que Adriano manuseou a arma em algum momento, mas não soube dizer quem efetuou o disparo. O curioso é que ainda no hospital, pela manhã, Viviane contou informalmente a um policial militar que Adriano é quem teria atirado, sem querer, na mão de Adriene. Após chegar na delegacia, sua versão sobre o ocorrido mudou.

Júlio César Barros de Oliveira, segurança do jogador e tenente reformado da PM, disse que deixou a sua arma embaixo do banco do motorista antes de entrar na boate. Na hora de ir embora, enquanto o carro andava, o objeto escorreu para trás e Adriene pegou a arma. Ele não soube dizer quem efetou o disparo, alegou que estava dirigindo e que foi surpreendido pelo tiro.

As outras duas mulheres que estavam no carro são amigas de Adriano e já estavam no camarote dentro da boate quando o grupo se reuniu. Ambas declararam que o tiro foi feito pela própria vítima e que Adriano não chegou a encostar na arma.

Depois da coletiva, o delegado seguiu para o Hospital Barra D"Or para ouvir a versão de Adriene Cyrilo Pinto, que iria passar por uma cirurgia na mão esquerda. Além do depoimento, o delegado irá realizar um exame para identificar a existência de pólvora na mão da vítima e saber o resultado do exame de corpo de delito.

Os policias vão procurar por Adriano ainda hoje e existe a possibilidade de o depoimento do jogador ser colhido em sua casa. O mesmo exame para identificação de pólvora será feito no jogador, mas o delegado afirma que o resultado pode ser comprometido, já que Adriano não compareceu imediatamente à delegacia e foi para a casa, onde pode ter tomado banho ou lavado as mãos.

Fonte: ;o