Rio terá Mundial de Desportos Aquáticos; só falta o ano

A intenção do presidente da CBDA é a de formar um grupo de cem nadadores

Na próxima semana, o Brasil saberá se realizará em 2015 ou 2017 o Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, que reúne as modalidades de nado sincronizado, natação, polo aquático e saltos ornamentais. O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, durante reunião no Comitê Olímpico Internacional (COI), na Suíça, debaterá sobre a possibilidade de transformar a competição em um evento-teste.

"Saberemos o que o COI acha de usar uma competição do porte do Mundial como teste para os Jogos Olímpicos. Se não for conveniente, organizaremos a disputa em 2017, como um legado", disse Nuzman.

O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, conversou com o presidente da Federação Internacional de Natação (Fina), o uruguaio Júlio Maglione, que apoiou a iniciativa carioca. O brasileiro ressaltou que também está na expectativa da resposta do COI.

Um dos principais objetivos dos organizadores cariocas é o de evitar que ambos os eventos rivalizem entre si, porque o Mundial de Desportos Aquáticos, será disputado nas instalações erguidas para os Jogos do Rio-2016, além do Parque Aquático Maria Lenk. Por isso, optaram pela consulta ao COI.

As próximas edições serão em Xangai, em 2011, e Dubai, em 2013. O projeto vai investir em cem nadadores para o Rio-2016. Ainda neste primeiro semestre, o presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, quer mostrar o projeto montado para preparar e revelar talentos na natação para os Jogos do Rio-2016. Falta o acerto de alguns detalhes para a divulgação.

A intenção do presidente da CBDA é a de formar um grupo de cem nadadores, que terão todos os seus passos monitorados. Os escolhidos receberão suporte médico, social e até financeiro para treinar.

Mas haverá a necessidade de um contrapartida: manter uma evolução constante. A cada seis meses, os atletas serão avaliados e, aquele que não apresentar um desenvolvimento satisfatório, será desligado do grupo e dará sua vaga a outro.

Todo o processo será baseado em dados científicos. Exemplo: a análise de nadadores que alcançaram o sucesso, seus tempos, sua evolução física, seus treinamentos.

Enfim, uma série de dados que servirão para avaliar e ajudar a melhorar a performance brasileira. Os nadadores escolhidos serão selecionados por todo o Brasil. E o monitoramento estará sob a responsabilidade de técnicos das federações estaduais e da CBDA.

Fonte: Terra