Seleção Brasileira irrita torcida no Engenhão e empata por 0x0 com lanterna Bolívia

O resultado deixa o Brasil com 13 pontos, na segunda colocação.

P?blico abaixo do esperado, futebol idem. Ap?s bela atua??o e goleada sobre o Chile no domingo, o Brasil jogou mal nesta quarta-feira, ficou no 0 a 0 com a Bol?via, que teve um jogador expulso no in?cio do segundo tempo, e foi muito vaiado no Engenh?o, pela oitava rodada das eliminat?rias. Os cariocas chegaram a gritar ?adeus, Dunga?, al?m de provocar a sele??o torcendo pelos bolivianos no final da partida.

O resultado deixa o Brasil com 13 pontos, na segunda coloca??o. O l?der ? o Paraguai, que tem 17. A Argentina, que enfrenta o Peru ainda nesta quarta em Lima, pode chegar a 15 e passar os brasileiros.

A torcida se irritou com a falta de atitude do time de Dunga, que n?o conseguiu furar a retranca boliviana e pouco lembrou o futebol apresentado contra o Chile. Por ironia do destino, o pr?ximo jogo da sele??o no Brasil provavelmente ser? no Rio, em 15 de outubro, no Maracan?, contra a Col?mbia. Tr?s dias antes, a equipe enfrenta a Venezuela.

Luis Fabiano, principal jogador em Santiago, quase n?o tocou na bola, mas quase cavou um p?nalti aos 42 do segundo tempo. Ronaldinho procurou pouco a partida, assim como Robinho. O lateral-esquerdo Juan, preferido dos flamenguistas, foi quem mais participou do jogo, mas n?o conseguiu o gol.

Se contra o Chile havia espa?o de sobra para jogar, o Brasil encontrou dificuldades para superar a defesa da Bol?via, que entrou em campo como a mais vazada das eliminat?rias: eram 20 gols sofridos em sete partidas.

A primeira rea??o da torcida no Engenh?o foi aos 17, quando Maicon cruzou da direita, Luis Fabiano subiu bem e cabeceou por cima. Um grito de ?uh? no est?dio, n?o de vaia, mas de lamento pela bola para fora.

Tr?s minutos depois, a melhor chance do primeiro tempo. Ronald Garcia arriscou de longe, Julio C?sar rebateu e Jaime Moreno, dentro da ?rea, chutou rente ao gol brasileiro. A partir da?, a torcida carioca come?ou a perder a paci?ncia com a sele??o.

Aos 24, Maicon errou um cruzamento e o Engenh?o ouviu as primeiras vaias ao time de Dunga. Tr?s minutos depois, a equipe errou muitos passes no meio-campo e o volume das reclama?es aumentou. Aos 35, at? gritos por Obina sa?ram das arquibancadas, puxados, claro, por flamenguistas. Outro rubro-negro a chamar a aten??o era o lateral-esquerdo Juan. Quando pegava na bola, os f?s do Fla aplaudiam, mas os dos outros clubes cariocas vaiavam.

Quando o ?rbitro equatoriano Alfredo Intriago apitou o intervalo, muitas vaias. A torcida chegou a cantar at? ?Adeus, Dunga?. Os jogadores deixaram o gramado reclamando da retranca boliviana.

Quando o ?rbitro equatoriano Alfredo Intriago apitou o intervalo, muitas vaias. A torcida chegou a cantar at? ?Adeus, Dunga?. Os jogadores deixaram o gramado reclamando da retranca boliviana.

No segundo tempo, em oito minutos o Brasil ficou com mais espa?os: Ignacio Garcia dividiu com Robinho, o brasileiro foi esperto, caiu com a m?o na perna e o juiz deu cart?o vermelho para o boliviano.

Mesmo assim, a sele??o pouco chegava perto do goleiro Arias. Aos 15, Dunga tirou Lucas e colocou J?lio Baptista. O resultado? Vaias e gritos de ?burro?. A torcida resolveu pegar no p? do time e vaiava Josu? e Ronaldinho sempre que pegavam na bola.

A entrada de J?lio Baptista deixou o Brasil mais ofensivo. Aos 20, Juan cruzou para Ronaldinho na ?rea, mas a zaga afastou. Quatro minutos depois, a melhor jogada brasileira no jogo: ap?s bela troca de passes entre Luis Fabiano, Robinho e Diego, J?lio Baptista chutou de fora e Arias defendeu.

Aos 30, a chance de Juan: Ronaldinho rolou para o lateral na entrada da ?rea, mas o camisa 6 chutou por cima, para desespero dos flamenguistas no est?dio. Logo depois, o camisa 10 deixou o gramado muito vaiado para a entrada de Nilmar.

Pablo Escobar, contratado recentemente pelo Ipatinga, entrou no lugar de Marcelo Moreno e em seu primeiro lance fez falta em Josu? quase na linha da grande ?rea. Elano cobrou nas m?os do goleiro boliviano, aos 34.

Aos 46, o ?ltimo "uh", tamb?m por lamento. Ap?s cruzamento em falta, J?lio Baptista subiu bem e cabeceou rente ? trave esquerda.

Fonte: GloboEspote, www.globoesporte.com