Togo recebe corpos após ataque a ônibus da seleção; polícia prende dois suspeitos

Togo recebe corpos após ataque a ônibus da seleção; polícia prende dois suspeitos

O assessor de imprensa e um auxiliar-técnico da seleção togolesa foram mortos no incidente.

Dois suspeitos pelo atentado à delegação de Togo, na última sexta-feira, na província de Cabinda, foram detidos, informa a imprensa oficial de Angola. António Nito, procurador provincial de Cabinda, anunciou a captura de dois integrantes da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec), segundo a agência local "Angop". O assessor de imprensa e um auxiliar-técnico da seleção togolesa foram mortos no incidente. O motorista angolano Antonio Quaresma, que chegou a ser dado como morto, estaria vivo, segundo Carlos Zeca, secretário provincial de saúde em Cabinda.

Nito disse que as prisões aconteceram no lugar do atentado, na estrada de Massabi, que liga Angola à República do Congo, dentro de Cabinda. A Procuradoria abriu - em colaboração com o Departamento Provincial de Investigação Criminal - um processo para esclarecer os fatos e a responsabilidade dos envolvidos.

O ataque ao ônibus de Togo aconteceu pouco depois de a delegação cruzar a fronteira (vinha do Congo, onde fez a fase final de preparação para o torneio). Os jogadores feridos foram Serge Akakpo e Hadkovic Obilalé. Este último foi transferido para a África do Sul, onde foi operado. Segundo os médicos, ainda não está descartada a hipótese de o jogador ter sequelas motoras (foi atingido por um tiro na região lombar).

A delegação de Togo voltou na noite de domingo à capital Lomé. Em terra firme, a delegação foi recebida pelo primeiro-ministro Gilbert Fossoun Houngbo, membros do governo e dirigentes esportivos. A partida dos togoleses põe fim a 48 horas de idas e vindas em meio ao drama. O governo togolês pediu pela primeira vez na noite de sábado a volta da equipe.

Em seguida, os jogadores haviam anunciado a intenção de disputar o torneio "em memória" dos dois membros da delegação mortos: o assessor de comunicação Stanislas Ocloo e o técnico adjunto Abalo Amelete. O premier Gilbert Fossoun Houngbo, no entanto, reiterou o pedido da volta da equipe no domingo, antes de deslocar um avião a Cabinda.

Com a saída de Togo, o Grupo B da Copa Africana de Nações terá apenas três seleções: Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso. Os três países já confirmaram que vão permanecer em Angola para o torneio e terão seus jogos em Cabinda, conforme previsto inicialmente. Togo faria seu primeiro jogo nesta segunda-feira, contra Gana.

Fonte: GloboEspote, www.globoesporte.com