Torcida empurra, Osasco quebra escrita contra Unilever e volta a ser campeão

Toda a renda da final deste domingo foi revertida à compra de 10 toneladas de alimentos, destinados às vítimas das enchentes

Demorou, mas veio a revanche. Após perder quatro finais consecutivas de Superliga feminina de vôlei para a Unilever (antigo Rexona), o Sollys/Osasco enfim conseguiu quebrar a escrita neste domingo. Em uma decisão eletrizante disputada nesta manhã no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, as comandadas do técnico Luizomar de Moura tiveran maior equilíbrio ao longo da partida e venceram por 3 sets a 2 (25-23, 18-25, 19-25, 25-12 e 15-12), assegurando seu quarto título na história da competição (levaram também em 2002/03, 2003/04 e 2004/05).

O resultado veio coroar uma temporada de superação do time paulista, que após perder a final do ano passado, viu seu patrocinador de quase 20 anos abandonar o projeto. Com o apoio da prefeitura da cidade, o time se manteve vivo e ganhou a parceria da Nestlé, que voltou ao vôlei para conquistar seu quarto título (os três primeiros vieram entre 1994 e 1997, com o antigo Leites Nestlé).

Para a Unilever, fica a frustração de ter perdido o título e os três jogos que fez contra o rival na atual Superliga. A decepção, no entanto, vem em menor escala quando lembradas todas as adversidades pelas quais a equipe passou nesta temporada, entre elas lesões de algumas de suas principais atletas, contestações durante todo o campeonato, uma semifinal dificílima contra São Caetano e o fatídico episódio do Maracanãzinho, quando jogadoras e comissão técnica tiveram de passar uma noite no ginásio, ilhados pelas fortes chuvas que assolaram o Rio de Janeiro.

Para vencer a final deste domingo, o time de Osasco precisou, antes de tudo, de muita paciência. Após vencer o primeiro set, a equipe paulista praticamente cochilou nas parciais seguintes e cometeu erros bobos que levaram à virada da Unilever. Na quarta etapa, as donas da casa voltaram mais concentradas e, claramente, mais motivadas, convocando a torcida para o jogo e superando a forte defesa montada por Bernardinho. No tie-break, com um equilíbrio mais do que esperado, o Osasco se aproveitou da evolução de Natália, que chamou o jogo e foi o grande nome da vitória.

A Unilever entrou em quadra com Dani Lins e Joycinha, Érika e Regiane, Fabiana e Carol Gattaz. Entraram ainda Amanda, Camila Adão, Monique e Michelle. O Osasco começou com Carol Albuquerque e Natália, Jaqueline e Sassá, Thaisa e Adenízia. Juliana, Thaís e Ana Tiemi também entraram.

Toda a renda da final deste domingo foi revertida à compra de 10 toneladas de alimentos, destinados às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro.

Fonte: UOL