Veja os principais desafios que o Rio vai ter para os Jogos de 2016

O plano do Rio prevê 16 novos locais de competição

Agora que foi escolhida sede das Olimpíadas de 2016, a cidade do Rio tem o desafio de aplicar bem os R$ 29 bilhões previstos no projeto. Para realizar todas as provas, o plano do Rio prevê 16 novos locais de competição. Outros 18 já existentes vão passar por reformas.



De acordo com o projeto, o Rio será dividido em quatro pólos. A Barra da Tijuca, na Zona Oeste, vai receber metade das competições. Enquanto o Riocentro terá a Vila Olímpica e o Centro de Mídia, o autódromo vai dar lugar ao Centro de Convivência.

Outro polo é em Deodoro, no subúrbio, onde será construído o parque radical, para provas de canoagem slalom e mountain bike.

O terceiro é o polo Maracanã, na Zona Norte. No estádio, estão previstas as cerimônias de abertura e encerramento, além dos jogos de futebol, enquanto o Maracanãzinho vai abrigar as competições de vôlei. O Estádio João Havelange, o Engenhão, no Engenho de Dentro, no subúrbio, será palco das provas de atletismo. Já o Sambódromo vai ser o local da largada e chegada da maratona e do tiro com arco.

O quarto polo é em Copacabana, na Zona Sul do Rio, casa do vôlei de praia, do triatlo e da maratona aquática. Enquanto o estádio de remo, na Lagoa, vai ganhar mais um píer, a Marina da Glória receberá as provas de vela.

Transportes

O setor de transportes é o que vai receber o maior investimento para os Jogos: 40% dos R$ 29 bilhões previstos. Trem, ônibus e metrô: todos vão receber substanciais investimentos. Para o transporte ferroviário, serão 120 novos trens, além da reforma e instalação de ar condicionado em quase cem deles.

Já estão em andamento a reforma no Aeroporto Tom Jobim e a obra do metrô, que deve chegar até a Gávea, na Zona Sul. A grande novidade é o sistema BRT, sigla em inglês para Trânsito Rápido de Ônibus, os ônibus de trânsito rápido.

Hospedagem

O Rio terá que criar mais de 12 mil vagas para acomodar os visitantes. A solução prevê quartos em navios e a construção de novos hotéis. O que pode ajudar a criar muitas das 65 mil vagas de emprego.

Segurança

Para garantir a paz nos Jogos Olímpicos, a meta é aumentar o número de policiais civis e criar um moderno centro de comando e controle, reunindo oficiais de todas as forças. Ele será construído ao lado do Sambódromo, no Centro. A tecnologia vai ajudar ainda mais o policiamento.

O Pan de 2007, uma ?miniolimpíadas? no Rio, mostrou que é possível se fazer um grande evento com tranqüilidade. Mas nos próximos sete anos, o policiamento deve melhorar em qualidade e certamente em quantidade. Atualmente são 37 mil policiais nas ruas. Em 2016, serão muito mais.

Meio ambiente

A beleza natural do Rio de Janeiro vai ganhar uma atenção especial. As Olimpíadas darão um grande impulso para reverter esse processo de degradação. Serão postos em prática programas de reflorestamento e despoluição da Baía de Guanabara, e das lagoas.

A Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da cidade, é a prova de que o município pode voltar a ser lindo, e limpo. Muito já foi feito: sem despejos de esgoto, parte da sujeira desapareceu e a qualidade da Lagoa melhorou.

E para um ar mais puro, as Olimpíadas também prometem: um melhor transporte público gera menos poluição. O plantio de milhões de árvores vai tornar o Rio uma cidade ainda mais verde.

Fonte: GloboEspote, www.globoesporte.com