Veterano, Kaká quer ter novo começo na seleção

Hoje, Kaká jogará mais próximo de Neymar.

Os números impressionam. Ele tem 104 convocações, 80 partidas e 26 gols pelo Brasil. Único remanescente do time titular da última Copa do Mundo, Kaká terá hoje na Suécia a oportunidade de começar a resgatar o seu prestígio no futebol após sofrer uma série de lesões nos últimos dois anos.


Veterano, Kaká quer ter novo começo na seleção

Mesmo sem se firmar no Real Madrid, o jogador de 30 anos será titular contra o Iraque, a partir das 15h30 (de Brasília), em Malmö.

Além de tentar recuperar o meia, a escalação de Kaká é mais uma tentativa do treinador para encontrar um "protagonista" para o setor criativo da seleção. Ganso e Ronaldinho, as duas apostas anteriores de Mano, falharam.

"É mesmo um recomeço na seleção. Vim aqui para ajudar", afirmou o atleta, que disputou as três últimas Copas e foi eleito o melhor do mundo pela Fifa em 2007.

Na Suécia, Kaká contará com a ajuda de Oscar na criação das jogadas. O meia do Chelsea era chamado de "Kakazinho" no começo de sua carreira, no São Paulo.

Apostando no talento do veterano, o técnico da seleção preferiu tirar a pressão sobre ele. "Não tem a necessidade de exigir todas as resoluções do Kaká. Após estes dois amistosos, podemos fazer avaliações melhores."

Hoje, Kaká jogará mais próximo de Neymar.

O meia já havia sido chamado por Mano para os amistosos contra Gabão e Egito, em novembro passado, mas se lesionou e não pôde jogar.

Nesses dois anos, passou por uma cirurgia no joelho esquerdo após a Copa do Mundo e teve várias pequenas contusões. Na semana passada, participou da goleada do Real no Ajax por 4 a 1 pela Copa dos Campeões.

"Acho que os próximos meses serão com mais ritmo para o Kaká no Real. O fato de ele ser titular aqui não diz respeito ao que ele vive no clube. Na seleção, ele vai ser comparado com os jogadores da seleção", afirmou Mano, que já adiantou que não será muito exigente com o jogador no jogo de hoje em Malmö. "Ainda é cedo para avaliações. Vamos com calma."

Fonte: Folha