Eletrobras: 14 mil casas com desvios de consumo em THE

Só em Teresina, neste ano, de janeiro a julho, foram encontradas cerca de 14 mil irregularidades nas unidades consumidoras visitadas

Várias residências de Teresina e do restante do Piauí estão recebendo a visita dos fiscais da Eletrobras Distribuição Piauí. Isso se deve à intensificação das fiscalizações com o objetivo de diminuição de perdas da empresa.

Um dos alvos dessas fiscalizações são as irregularidades presentes nas residências de todo o Piauí. Só em Teresina, neste ano, de janeiro a julho, foram encontradas cerca de 14 mil irregularidades nas unidades consumidoras visitadas.

Até o final do ano, mais cerca de 40 mil unidades consumidoras devem ser visitadas. O gerente do departamento de medição e fiscalização da Eletrobrás, Renan Carvalho, explica que nem todas as residências do Estado receberão a visita dos fiscais, mas apenas aquelas que apresentarem alteração na média de consumo.

"Nós conhecemos o perfil de cada um dos cerca de um milhão de consumidores do nosso estado e aqueles que apresentam um consumo abaixo da média, nós enviamos nossa equipe para averiguação", disse.

Por causa dessa fiscalização, os medidores de muitas residências estão sendo trocados por novos. Renan explica que isso acontece porque alguma alteração foi percebida no aparelho.

"Ele é levado para averiguação, para que possamos saber se ele foi alterado por interferência do consumidor, ou mesmo por algum outro problema no próprio aparelho", disse.

Após averiguado, se houver algum desvio de consumo, tudo o que deixou de ser cobrado, deverá ser pago pelo consumidor, que receberá em sua casa uma fatura com o valor da cobrança. Eles, no entanto, terão um tempo para contestar a cobrança.

Para que essa intensificação na fiscalização fosse possível, o número de equipes da Eletrobras foi aumentado, desde o ano passado, passando de 20 para 73 equipes.

Desde que os trabalhos foram intensificados, a Eletrobras já conseguiu recuperar R$ 28 milhões. Por ano, a empresa perde, com essas irregularidades nas unidades consumidoras, cerca de R$ 180 milhões.

Fonte: Pollyana Carvalho