500 detentos farão Pronatec dentro dos presídios no Piauí

Iniciativa é um projeto educacional que vai priorizar a conclusão

Cerca de 500 detentos piauienses poderão continuar os estudos dentro dos presídios. A iniciativa é um projeto educacional que vai priorizar a conclusão do ensino fundamental e do ensino médio dos detentos. A parceria acontece através de cursos profissionalizantes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e preparatórios para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


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O projeto será implantado por meio da mediação tecnológica, ou seja, debates e discussões de aprendizagem social envolvendo a investigação de um determinado tema usando a tecnologia. A elaboração conta com a participação da Secretaria de Educação e Cultura (Seduc), em parceria com a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Sasc) e Secretaria da Justiça (Sejus).

No primeiro momento, os cursos estão sendo escolhidos de acordo com a demanda nos presídios, além do levantamento dos cursos os quais os detentos têm mais interesse. A penitenciária Major César será a primeira a receber os cursos.

O secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, destaca que, além da capacitação através do EJA e Pronatec, o público-alvo terá algo a mais. “Teremos outras parcerias com a Secretaria de Trabalho, pois agora capacitados, os detentos podem ser inseridos no mercado de trabalho. Além disso, eles ganharão preparatórios para o Enem”, explica.

O secretário destaca que já são realizadas iniciativas de apoio a educação. “Estamos realizando a oficina literária nas penitenciarias masculinas e femininas, a leitura livre. Os detentos participam e têm acesso à leitura”, lembra.

A previsão da oferta dos cursos é para o segundo semestre de 2015. Assim, a Seduc lembra que os detentos terão redução de pena proporcional à frequência nos cursos. A Sasc irá indicar uma unidade de internação de adolescentes infratores, na qual também serão disponibilizados os cursos que irão ajudar na ressocialização desses jovens.

Fonte: Pollyana Carvalho e Daniely Viana