Alunos do PI vão estudar fora através do governo federal

Através do governo federal, alunos conseguem a oportunidade de garantir a formação superior fora do Brasil

No Piauí, 325 estudantes viajaram para o exterior com bolsa do programa Ciências sem Fronteiras (CSF) em 2013. Desses, 300 pertencem a uma das instituições públicas do estado, o que representa 92,3% deste total.

Incentivos na área de pesquisa e iniciação científica dentro das universidades vêm colaborando com este número. Alunos do curso de Engenharia e demais áreas tecnológicas são os que mais viajaram para fora do país, foram 101 discentes, de acordo com o Painel de Controle do Programa.

Seguido de Engenharia tem-se Biologia e Ciências Biomédicas da Saúde. Apenas 06 alunos são da pós-graduação, 04 fazendo doutorado no Exterior e 02 concluindo Pós-Doutorado pelo Ciências Sem Fronteiras. Estudantes de graduação prevalecem no programa. São 319 dos 325 alunos.

O destino que mais abrigou estes alunos foi os Estados Unidos, 96 alunos foram para o país. O segundo lugar ficou com o Canadá, que recebeu 39 estudantes piauienses, a Austrália ocupa o 3º posto com 38 alunos. O país que menos recebeu piauienses foi a Nova Zelândia, com um único discente.

Homens são a maioria no Ciências sem Fronteiras, totalizando 201 rapazes. As mulheres representam aproximadamente 38% dos jovens piauienses no exterior por este programa.

Os dados piauienses acompanham a média nacional. Das 38.121 bolsas que especificam instituição de origem, 3.849, ou 10,1%, foram destinadas a estudantes de universidades, faculdades, centros universitários e instituto de pesquisa privados. Bolsistas de instituições estaduais e federais, bem como funcionários vinculados a museus, prefeituras e ministérios representam 89,9% do total, ou seja, 34.270 alunos.

De acordo com a coordenadora do Ciências Sem Fronteiras na UFPI, Regina Ferraz Mendes, o fato da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ser uma das exigências para participar do programa, colaborou com esse índice.

?Isso se deve em primeiro lugar à nota do ENEM e, em segundo, é que quem é de universidade pública, tem um estímulo diferenciado?, esclarece.

Ela explica que ações voltadas à pesquisa são prioridade. ?O programa dá prioridade para jovens que participam da iniciação científica, jovens talentos para ciência e outros programas voltados à pesquisa. Alunos que ganharam algum prêmio de mérito acadêmico também tem prioridade?, afirma.

Regina anuncia que a partir de março, mais gente vai ter oportunidade de participar do CSF. No último edital, mais de 500 pessoas se inscreveram. Ela informa também que recentemente a UFPI abriu turmas no inglês sem fronteiras.

?Essa é uma forma de estimular o estudo da língua e ingresso no programa?, destaca.

Contemplado pelo CSF, o estudante Michael Mesquita considera que o fato do programa ser federal contribui para maior disseminação em instituições públicas. Ele faz Farmácia, nos Estados Unidos. ?O programa é uma importante ferramenta promotora da ciência e tecnologia do Brasil. O fato de ser um programa do governo, ocorre maior divulgação sobre o CSF dentro das instituições publicas. Digo isso pelo fato de que muitos dos meu amigos que estudam em instituições privadas não sabiam sobre a existência do programa ou se sabiam, achavam que apenas os alunos de instituições publicas poderiam participar?, comenta.

Piauí envia alunos para o Canadá

Nas primeiras horas desta quinta-feira, 30 alunos embarcaram para o Canadá através do programa de Intercâmbio Educacional Aprender é uma Viagem, do governo do Estado. Na madrugada de quarta-feira (29), outros 25 alunos já haviam viajado para o mesmo destino, onde irão cursar um semestre letivo na modalidade High School.

Antes da viagem, o governador Wilson Martins e o secretário de Educação Átila Lira receberam todos os grupos restantes para uma grande reunião de pré-embarque. Na ocasião, os alunos receberam malas, tablets, agasalhos e cartão de crédito.

A primeira turma selecionada pelo Intercâmbio viajou no último dia 19 para Orlando, nos Estados Unidos. Eles já estão hospedados e iniciaram o novo ano letivo na segunda-feira (27). Além da turma, composta por 55 alunos que embarcou para o Canadá, outros 10 estudantes embarcam para a Espanha, nesta sexta-feira (31). Os alunos que vão para a Nova Zelândia embarcam no dia 4 de fevereiro e os que seguem para a Argentina levantam voo em 21 de fevereiro.

O projeto Aprender é uma Viagem é uma iniciativa do Governo do Estado do Piauí, através da Secretaria da Educação (Seduc). Os 120 estudantes da rede pública, selecionados no Programa, irão estudar um semestre letivo nas melhores instituições de ensino do Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, Argentina, Chile e Espanha.

Fonte: Vicente de Paula