Abelhas atacam idosa e matam dois cães na zona sul de Teresina

A dona de casa procurou a reportagem do Jornal Meio Norte para denunciar o caso

Em estado de alerta máximo, com portas fechadas e sem fazer barulho dentro de casa. Essa é a situação em que se encontra a família da dona de casa Raimunda Rodrigues, que mora no bairro Satélite, zona Leste da capital. As sete pessoas que moram em sua residência, além dos vizinhos, estão apreensivos com a presença de centenas de abelhas do tipo ?Italiana?, que se alojaram em uma mangueira, no quintal da casa de Dona Raimunda. Uma das suas vizinhas, de 70 anos de idade, perdeu dois cachorros na semana passada, após terem sido vítimas das abelhas. ?Ela também foi atacada. Levou diversas picadas e passou mal, implorando por socorro. Os vizinhos ouviram o apelo e levaram ao hospital?, disse Raimunda.

A dona de casa procurou a reportagem do Jornal Meio Norte para denunciar o caso, após ter buscado, por diversas vezes, segundo ela, a ajuda do Corpo de Bombeiros e de ambientalistas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (SEMA). ?Na quinta-feira, dia 10, foi quando a situação chegou ao limite. Muita gente já foi picado, aqui em casa, eu e minha sogra ainda temos marcas da ferroada das abelhas. Os cachorros da vizinha morreram e ela também foi atacada. Ficamos mais preocupados ainda porque na vizinha do outro lado tem um recém-nascido?, contou Francisca Ferreira, nora de Dona Raimunda.

Francisca falou que ainda na quinta, dia 10, ligou para o Corpo de Bombeiros, procurando ajuda. ?As abelhas já estavam na árvore há quase dois anos, mas só nesses dias, quando cortamos alguns galhos, foi que percebemos a quantidade exagerada e perigosa. Nós ligamos para os bombeiros, eles vieram colocaram um remédio no local e disseram que era preciso ser feito um Boletim de Ocorrência (B.O.). No dia seguinte nós fizemos o combinado e eles repassaram a responsabilidade para os ambientalistas, que disseram que vinham retirar as abelhas na segunda-feira, dia 14, mas até agora nada foi feito?, disse.

A situação, segundo Francisca, tende a piorar, já que algumas pessoas são alérgicas e se sentem muito mal ao serem picadas pelas abelhas. ?Eu sou uma das pessoas alérgicas. Graças a Deus, só levei uma picada, mas a vizinha que já tem 70 anos levou muitas picadas. Minha sogra também sofreu com umas quatro picadas de abelha. Nós estamos com medo e privados até de limpar o quintal de casa. Também não podemos usar som, nem coisas do tipo. Queremos ajuda de algum órgão competente?, enfatizou.

A ferroada da abelha no ser humano é muito dolorosa e a sensação instantânea é semelhante a de levar um choque de alta voltagem. Seu ferrão é unido a um sistema venenoso que faz com que a pele da vítima inche levemente na região (cerca de 2 cm ao redor), podendo ficar avermelhada, dolorida e coçando por até dois dias. Tomar cuidados, como evitar o contato ou aproximação com as abelhas, evitam uma situação desagradável como a picada. (F.M.)

Fonte: Flávio Moura