Acolhendo Vidas trabalha com a ressocialização nas penitenciárias

O projeto pretende oferecer atendimento humanizado

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Com capacidade para 120 detentos, a Casa de Detenção Provisória Capitão Carlos José Gomes de Assis, em Altos vem desenvolvendo o projeto Acolhendo Vidas que objetiva oferecer atendimento mais humanizado. O acolhimento é feito especialmente com a família dos internos.

A psicóloga Raissa Ferraz explica que as famílias dos internos têm necessidade de apoio e assistência e por esse motivo esse projeto foi pensado. ". “O trabalho é realizado durante a visita, antes da vistoria, onde acolhemos, individualmente e em grupo, os familiares, através de atividades como dinâmicas e rodas de conversas que abordam vários temas. O objetivo do acolhimento é preparar a família do reeducando para ressocialização dele”, relata.

Raimunda da Silva é mãe de um dos internos da Casa de Detenção de Altos. Ela conta que, após a entrada do filho na unidade, o jovem está mais calmo e ela também. Segundo Raimunda, o filho conseguiu encontrar apoio, mesmo dentro de uma unidade penitenciária. “A prisão do meu filho foi um impacto devastador para minha família. Antes de chegar aqui, ele havia passado por outros dois presídios, mas sempre agitado, com medo e dando trabalho. Aqui, a organização imposta e a disciplina proporcionaram mais segurança e estabilidade emocional a ele”, relata. Seu filho diz que vê que toda essa estrutura e apoio são fundamentais para sua recuperação e garante que vai se recuperar “para dar orgulho à minha mãe, que nunca desistiu de mim”.

“Quando fui preso pela primeira vez, entrei em pânico, senti uma tristeza enorme e, de presídio em presídio, me perguntava como havia chegado àquela situação. É lógico que não estou feliz em estar aqui, pois preferia estar com minha família, mas nunca fui maltratado e tenho recebido todo tipo de ajuda aqui”, relatou o jovem.

O projeto tem tido uma aceitação muito boa, pois traz as famílias dos detentos para dentro do processo de ressocialização e dá a elas apoio psicológico e de assistência social.

De acordo com a assistente social Eudeli Araújo um interno ao buscar a ressocialização de fato procura apoio principalmente na família.  “No nosso dia a dia, constatamos que quase 100% dos internos possuem problemas no âmbito familiar. Procuramos sanar estes problemas e ajudar ambas as partes. Fazemos ainda uma intermediação entre a instituição penitenciária e os detentos e familiares a fim de colaborar com qualquer necessidade que eles venham a ter”, afirma Eudeli.

O grande diferencial desta unidade é a equipe qualificada, composta por médico, dentista, psicólogo, assistente social, apoio jurídico e psiquiatra, que juntos trabalham pela saúde dos internos e atendem a todos os direitos exigidos por lei, de forma a garantir a humanização do sistema.

O secretário de Justiça do Piauí, Daniel Oliveira, diz que “o Acolhendo Vidas é um dos projetos da Sejus que materializam a nossa filosofia de ação, voltada à reeducação e ressocialização das pessoas privadas de liberdade, garantia dos direitos humanos, fortalecendo o vínculo familiar e mostrando que elas são parte da sociedade”.

Fonte: com informações da Ccom