Acredite se quiser! Saiba como um transplante de fezes pode salvar vida após diarréia infecciosa

Acredite se quiser! Saiba como um transplante de fezes pode salvar vida após diarréia infecciosa

A inglesa Catherine Duff, diagnosticada com a infecção, é uma das pacientes que fez o transplante.

Dizem que dar flores, chocolates, sonetos e até você mesmo é uma prova de amor. Mas se você se importa mesmo com alguém que está sofrendo com uma diarréia infecciosa, existe algo inesperado que você pode fazer.

Pessoas que sofrem com a clostridium difficile, uma infecção bacteriana do sistema digestivo, que causa diarréia crônica e pode levar a condições de risco de vida, tem um tratamento de revirar o estômago: o transplante de cocô.

Essa dolorosa condição ocorre após o uso contínuo de antibióticos, que removem não apenas as bacterias ruins, mas as boas. Com isso, o corpo fica sem as bactérias consideradas "amigáveis".

Isso permite que a clostridium difficile se multiplique e produza toxinas no intestino. Em casos extremos, uma cirurgia pode ser necessária para remover parte do intestino danificado.

Infelizmente, a cura soa tão ruim quanto a condição: o transplante de fezes. E a técnica se explica por si. A operação se baseia em colocar o cocô de outra pessoa no intestino, ou seja, reintroduzir algumas dessas bactérias "amigáveis" nele, que retoma gradualmente ao seu estado ideal.

A inglesa Catherine Duff, diagnosticada com a infecção, é uma das pacientes que fez o transplante. E ela não precisou sequer esperar na fila por doadores de fezes. Seu marido, John Willingly ofereceu seu próprio cocô, que foi batido em um liquidificador com um pouco de soro fisiológico e inserido em Catherine via enema.

"Meu marido me beijou. Depois deitei e ele disse para eu não me preocupar, que daria tudo bem", contou ela à BBC. Apenas seis horas depois, ela estava se sentindo melhor. "Eu estava, literalmente, morrendo no dia anterior", relatou. "Eu estava a caminho da insufiência renal. Estava morrendo", alertou.

Na Inglaterra, mais de 1.600 pessoas morrem a cada ano por causa dessa infecção. Com o percentual de sucesso beirando os 94%, médicos questionam se esse transplante não deveria estar disponível no sistema público de saúde.

Curiosamente, o método de "compartilhar" fezes não é novo. Há evidências de que a medicina chinesa prescreveu engolir pequenas doses de fezes de outra pessoa para curar uma série de doenças. Isso há mais de mil anos. Vai um shake diferente aí?

Fonte: Yahoo