Agricultor afirma ter sido torturado durante roubo de armas em Ribeirão

Homem foi rendido por três homens enquanto chegava à sua fazenda

Um agricultor foi torturado e teve a sua casa roubada na zona rural de Ribeirão Preto (SP) durante a noite de quinta-feira (22). De acordo com a vítima, três homens armados o rederam enquanto ele chegava à sua residência. Além de uma caminhonete e outros pertences, cinco armas de fogo foram levadas da casa do homem, que também é atirador esportivo. Ele e sua mulher ficaram sob domínio dos assaltantes por uma hora e quarenta minutos. A Polícia Civil investiga o caso. Ninguém foi preso.


Agricultor afirma ter sido torturado durante roubo de armas em Ribeirão

O homem de 50 anos, que prefere não ter a identidade revelada, conta que foi abordado pelo trio na porta de casa por volta das 20h. ?Eu tinha um compromisso e passei em casa para comer alguma coisa. Eu abri a porta de entrada da sede e, quando estava fechando, três indivíduos com máscaras de carnaval vieram. Todos armados, pediram para eu ficar quieto. Imediatamente eu levantei a mão, não houve nenhum tipo de reação, eu até pedi para eles se acalmarem. No início eram três, depois apareceram mais três?, relatou.

A vítima afirmou que sofreu tortura física e psicológica durante o assalto. ?Apanhei muito para que eles tivessem alguma informação em relação a algumas armas que não estavam na minha casa, não ficam na minha casa. São armas com que pratico tiro esportivo (...) Eu tomava coronhada na cabeça, perdi muito sangue. Minha casa está inteira revirada, eu sofria sessões de tortura no corredor, na sala, no quarto?, lembra o agricultor. Ele disse que mantinha apenas parte do arsenal na propriedade.

O homem ainda explicou que os suspeitos estavam nervosos e fugiram na sequência. De acordo com informações prestadas pela Polícia Civil, o agricultor relatou que o grupo fugiu levando duas espingardas calibre 12, duas pistolas e um revólver além de roupas, malas, relógios, celulares, joias, uma quantia em dinheiro e uma caminhonete.

"É obvio que o desejo é que eles sejam encontrados e punidos dentro da legalidade, sem dúvida alguma. Mas não tenho absolutamente nenhum tipo de sentimento de vingança. O sentimento é a impunidade. Hoje eu estou fazendo parte da estatística de mais um roubo."

Fonte: G1