Aguapés retornam ao rio Poti e vão aumentar cerca de 5% ao dia

Aguapés retornam ao rio Poti e vão aumentar cerca de 5% ao dia

Uma das poucas manifestações de sua fragilidade é proliferação desmedida dos aguapés

O aparecimento dos aguapés no rio Poti, no ano passado, foi um dos assuntos mais discutidos por ambientalistas e autoridades em meio ambiente, no entanto, pouco foi feito para resolver o problema.

Como resultado, eles já começam a aparecer novamente. Segundo o ambientalista Caio Campelo, se continuar nesse nível de poluição, os aguapés devem aumentar entre 3% e 5% ao dia.

Este ano, a presença deles deve ser ainda mais intensa, de acordo com o ambientalista, caso nenhuma atitude seja tomada, uma vez que o nível da água do rio está ainda menor e o nível de assoreamento maior.

As altas temperaturas e a ausência de chuvas, aliadas à poluição das águas, são os principais fatores causadores do aparecimento dos aguapés nos rios em Teresina.

Em quantidade adequada, essa vegetação é um aliado no combate à poluição das águas, mas à medida que ele começa a se proliferar, se transforma em um grande poluidor dos rios.

“Quando a poluição é muito grande, a quantidade de aguapés de um rio aumenta muito, o que faz com que uns fiquem sobre os outros. Com isso, os que ficam em baixo acabam não tendo contato com o sol e acabam morrendo e indo parar no fundo do rio, onde entram em decomposição e liberando gás metano e diminuindo a incidência de oxigênio da água.

Com isso, eles são responsáveis por acabar com as formas de vida daquela região, matando tanto peixes como plantas aquáticas”, explicou o ambientalista.

Todo o trecho urbano do rio acaba sendo tomado pela presença dos aguapés, mas a situação tende a ser mais grave entre a Nova Potycabana e a Ponte da Primavera, onde o laçamento de dejetos acontece em maior intensidade, devido ao grande número de bocas de lodo.

Para os ambientalistas e demais especialistas na área, os aguapés só desaparecerão das águas do rio Poti quando se acabar com a poluição no local e todas as demais medidas soam como algo paliativo.

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Fonte: Pollyana Carvalho