Alta de remédios em abril é dispensável

Um levantamento realizado pela PROTESTE Associação de Consumidores, constatou que o reajuste previsto para abril é desnecessário

Desde que infartou, o comerciante Valter Nunes tem ficado mais atento às tabelas de preços das farmácias. É que dos cinco medicamentos, quatro sofrem uma variação de preço enorme de um estabelecimento para o outro. O mais caro deles, chega a custar R$ 50,00 a mais em uma determinada farmácia.

A observação feita pelo comerciante, agora foi constatada em pesquisa. Um levantamento realizado pela PROTESTE Associação de Consumidores, entidade nacional que avaliou a diferença de preços entre as farmácia e drogarias do Brasil, constatou que seria desnecessário o governo federal autorizar um reajuste de até 4,5%, previsto para vigorar em Abril.

Isso porque, de acordo com a pesquisa, as farmácias já não praticam o preço máximo autorizado pelo governo por ser elevado. Em São Paulo, por exemplo, a diferença chega 50% entre o preço mínimo encontrado nas farmácias pesquisadas, e o máximo permitido no Estado. Nas outras cinco capitais pesquisadas (Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro) a diferença variou entre 22% e 23%.

De acordo com o Alessandro Espindola, Defensor Público do Núcleo de defesa do consumidor, em Teresina não há uma pesquisa que constate a diferença de preço entre as farmácias, mas é visível o abuso cometido em alguns estabelecimentos.

O defensor esclarece que os medicamentos não podem ultrapassar o valor máximo tabelado em cada Estado. Os consumidores podem verificar esses valores no site da Agência Nacional de Saúde, onde estão disponíveis os preços que podem ser cobrados para cada princípio ativo de cada medicamento. ?O site disponibiliza o nome científico do mediamento, onde os consumidores podem comparar os preços da sua farmácia?.

Além de verificar os preços na tabela de medicamentos do seu Estado, Alessandro Espíndola dá outras dicas para que os consumidores não sejam lesados por preços abusivos. ?As pessoas devem fazer pesquisas em farmácias para comparar os preços e também optar pelos medicamentos genéricos?

Fonte: Carolina Durães, Jornal Meio Norte