Altos índices de radiação exigem mais cuidados em Teresina, dizem médicos

Teresina está inserida na faixa de risco que vai de 8 a 11, exige que a população tome cuidados com a pele para se proteger do sol

Teresina é uma das cidades brasileiras que possuem alto Índice ultravioleta (IUV). É comum nos dias ensolarados este índice apresentar valores superiores a 8, que são considerados altíssimos. Os valores do IUV são representados com números inteiros, dispostos numa escala de 1 a 11. Esses valores são agrupados em categorias de intensidades.

Teresina está inserida na faixa de risco que vai de 8 a 11, exige que a população tome cuidados com a pele para se proteger do sol.

O doutor em climatologia e professor da Universidade Federal do Piauí, Carlos Sait, explica que estas taxas elevadas de radiação ultravioleta são atribuídas ao fato de estarmos numa região equatorial.

Além disso, este mês de julho é uma época em que o céu está mais limpo, sem nuvens, que faz com que os raios ultravioletas penetrem com maior intensidade. "A tendência é encontrarmos altos índices de radiação solar e consequentemente raios ultravioletas por estarmos numa região equatorial", declara.

No entanto, o professor acrescenta que no começo do ano estes índices apresentam uma redução, devido ao período de chuvas, que vai de janeiro a março. Segundo ele, a nebulosidade é a responsável por esta diminuição, pois a grande quantidade de nuvens absorve uma boa parte da radiação ultravioleta, bloqueando a ação desta radiação danosa à epiderme humana.

De acordo com a dermatologista Ana Lúcia França, os perigos da radiação ultravioleta vão desde o envelhecimento precoce até o câncer de pele. Ela afirma que, dependendo do tempo de exposição ao sol, a pele pode sofrer com eritemas, que são queimaduras à pele, que podem ir desde o tom avermelhado a queimaduras de 2º grau, podendo causar inclusive formação de bolhas.

Ela acrescenta que a proteção contra radiação ultravioleta não se resume apenas ao protetor solar e recomenda o uso de roupas mais compridas, chapéus e sobrinhas com o intuito de bloquear ao máximo a incidência de sol sobre a pele. Ela destaca que nas áreas expostas como a face, devem ser protegidas através do uso de protetor solar.

Segundo a dermatologista, estabeleceu-se que o fator de proteção solar (FPS) mais indicado é o 30. No entanto, ela ressalta que é preciso avaliar cada tipo de pele para determinar qual o protetor mais adequado.

A pele possui um pigmento chamado melanina que absorve a radiação ultravioleta. Quanto mais escura é a pele, maior absorção da radiação, e evitar o eritema.

É por isso que pessoas de cor negra são mais resistentes ao desenvolvimento de eritema diante da exposição ao sol. O IUV é uma medida do grau de risco para o efeito de eritema.

Fonte: Vicente de Paula