Assoreamento gera impasse à navegabilidade dos rios no Piauí

O cultivo e a preservação de matas ciliares são recomendadas.

“Há 15 anos, os rios Poti e Parnaíba eram pontos de lazer em Teresina, atualmente, essas águas são proibidas para contato, imagine para o banho.

Não dá nem para imaginar um mergulho nessas águas devido à poluição e assoreamento deles, mas a presença de pessoas os olhando como fonte de vida, transporte e lazer vai revelar o quanto estamos distantes dos rios, os transformando em esgotos a céu aberto e praticando crime ambiental”, revela o ambientalista e ecologista Alcide Filho a respeito de um impasse em relação ao projeto de navegabilidade dos rios na capital, mas que pode e tem como ser solucionado.

“Com o desenvolvimento de projetos de utilização dos rios como meio de transporte vamos reforçar a pressão social não apenas para o resgate, mas para a inclusão do rio, para a prática de esportes e para o embelezamento da cidade”, diz ele.

Alcide lembra que há 30 anos já era compreendida a necessidade da inserção e da inclusão dos rios na vida dos teresinenses. Para combater o assoreamento, a melhor medida é trabalhar a prevenção, contendo os processos erosivos em áreas situadas próximas às drenagens, além de impor barreiras para que os sedimentos não se acumulem rapidamente sobre elas.

O cultivo e a preservação de matas ciliares são as medidas mais recomendadas, pois barram a entrada de objetos sedimentares nos rios e conservam o solo das margens, evitando erosões fluviais.

“Os rios ainda sofrem os obstáculos nativos no seu correr, que são classificados como alto, médio e baixo assoreamento, ou seja, a quantidade de depósito sólido, areia, entulho e de pedra que cria obstáculos para os seus canais e por isso tem um impasse para o projeto de navegabilidade”, afirmou.

Segundo o jornalista, é preciso inserir os rios como componentes de transporte de massa, de lazer, de ecoturismo e mobilidade, mas para isso é preciso gerar a sua proteção o que implica em fixação das margens, ação localizada do seu leito nativo e drenagem com obras de engenharia. Pois essa ação tem caráter de urgência tanto para os rios, quanto para a vida das pessoas.

Fonte: Jornal Meio Norte