Atraso da perícia choca família de vítima de queda de avião em SP

Acidente completa uma semana no sábado e investigações continuam.

Parentes de uma das vítimas da queda de dois aviões que matou quatro pessoas em Santa Bárbara d"Oeste (SP) sofrem com a dificuldade para enterrar o corpo do passageiro de 39 anos. Até sábado (25), quando o acidente completa uma semana, ainda não houve liberação da Polícia Civil dos corpos do empresário e dos outros três mortos no acidente.


Atraso da perícia choca família de vítima de queda de avião em SP

As duas aeronaves saíram do Aeroporto dos Amarais, em Campinas, no último sábado (18), e se chocaram no ar, caindo em um canavial em Santa Bárbara d"Oeste (SP). Os quatro homens que estavam a bordo dos aviões morreram na hora. A Aeronáutica ainda investiga as causas do acidente.

Enquanto a Polícia faz o trabalho de reconhecimento dos corpos, a família de uma das vítimas reclama da demora. O cunhado do empresário, que pediu para não ser identificado por orientação do advogado dos familiares, contesta a falta de informações da investigação. "O IML (Instituto Médico Legal) não passa informação nenhuma", afirmou.

A irmã da vítima pede para que o corpo seja liberado o mais rápido possível. "O sofrimento e a angústia da espera para o sepultamento estão nos matando, principalmente aos pais", disse ela que também não quis se identificar.

As notícias sobre prazos para a liberação que os familiares recebem vêm somente da imprensa, segundo o parente da vítima. Para que a investigação seja concluída e a Polícia dê o caso como concluído, todas as partes dos corpos encontradas no local do acidente precisam ser identificadas pelo exame de DNA.

Como as vítimas morreram carbonizadas no choque entre os aviões, é necessário que o material seja separado pela perícia. Para os parentes, são detalhes que pouco importam. "A gente não está preocupado com isso, se o dedo é dele ou não. A vida da gente tem que voltar ao normal", desabafou o cunhado.

Resposta da SSP

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo confirmou que ainda não há prazo para que os corpos das quatro pessoas mortas sejam entregues às famílias. Segundo a SSP, o material para exame de DNA foi colhido pela Equipe de Perícias Médico Legais (EPML) de Campinas (SP) e encaminhado para São Paulo (SP) para ser analisado. Os corpos permanecem no EPML e ficam sob custódia até a liberação.

Fonte: G1