Atriz piauiense é agraciada com prêmio nacional em Belo Horizonte

Safira Bengell afirma que a premiação representa o reconhecimento

A atriz piauiense Safira Bengell foi uma das ativistas homenageadas pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos através do Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2015, por ser uma personalidade que trabalha pela dignidade e pelo respeito ao ser humano.

A premiação aconteceu na Escola Superior Dom Hélder Câmara, em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 13 de agosto, e estava dividido em três categorias: personalidades, organizações, ações e experiências.

Premiada na categoria Personalidades, Safira Bengell afirma que a premiação representa o reconhecimento de seu trabalho realizado ao longo dos 37 anos de luta em defesa da cultura e dos direitos humanos pelo grupo Anjos.

"Estou com a sensação de dever cumprido. Porque trabalho em prol da sociedade em ações humanitárias e ativismo cultural, já que sou uma atriz com DRT (Documento de Registro Técnico), mas segregada e excluída do cinema e publicidade no Brasil. Em contrapartida, no exterior, recebi inúmeros prêmios, participei de filmes e trabalhei em várias emissoras de TV", revela.

Segundo Safira Bengell, a arte deveria ser discutida com mais frequência no Movimento Nacional de Desenvolvimento para o enfrentamento a LGBT-fobia. "O movimento não pauta a arte e cultura como política de afirmação social e luta contra a discriminação.

A nossa luta é fazer com que o MNDH juntamente com o Movimento Social LGBT exija dos governos federal, estadual e municipal a implantação efetiva das políticas públicas voltadas aos direitos humanos da população LGBT", destaca.

Além de Safira Bengell, foram homenagens na categoria Personalidades: Adriano Diogo, membro do Comitê Memória e Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva"; o desembargador do Estado de São Paulo, Antônio Carlos Malheiros; Douglas Belchior, do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente;

Gilmar Ferreira, liderança da Juventude Negra e MPL; Irene dos Santos, do Centro de Direitos Humanos Serra e Presidente do Centro Estadual de Direitos Humanos do Espírito Santo; o jornalista mineiro Luís Carlos Bernardes (Peninha), do IBRACE e do Movimento Nacional de Direitos Humanos de Goiás; e Jovanna Baby Cardoso da Silva, líder do Movimento LGBT.

Fonte: Virgínia Santos e Márcia Gabriele