Bombeiros trabalham sem equipamentos de proteção‏ indivudual

Falta de roupas de mergulho e máscaras de proteção respiratória usadas em incêndios, coloca em risco a qualidade

O Corpo de Bombeiros do Piauí enfrenta condições insalubres de trabalho. A falta de equipamentos individuais, entre eles, roupas de mergulho e máscaras de proteção respiratória usadas em incêndios, coloca em risco a qualidade do atendimento prestado por essa corporação. O problema foi levado ao Ministério Público pela Associação de Bombeiros Militares do Estado do Piauí, o que gerou uma inspeção da vigilância sanitária. “Tivemos que entrar com a representação pois não havia abertura para negociar com o Comando”, afirmou Flaubert Rocha Vieira, presidente da Abmepi. Em uma audiência ocorrida na Procuradoria do Trabalho, nesta quinta (04), foi definido que o Comando do Corpo de Bombeiros terá um mês para apresentar o Cronograma de Adoção das Providências, recomendas no Termo de Obrigação a cumprir, emitidos pela Vigilância Sanitária. Estiveram presentes o procurador José Wellington de Carvalho, Flaubert Rocha o comandante Francisco Barbosa. “Isso foi uma vitória enorme porque o comando se propôs a resolver nosso maior problema, referente à falta de equipamentos de proteção individual. Esse já é um trabalho perigoso e na condição em que nos encontramos fica ainda pior. A procuradoria teve um papel muito importante nessa conquista”, ressalta Flaubert Rocha. O presidente da Associação afirma que, atualmente, não há equipamentos de proteção respiratória suficientes, obrigando a corporação a reduzir o número de bombeiros que poderiam agir para socorrer vítimas em casos de incêndio maiores. Além disso, faltam roupas de mergulho para cada um dos militares. A máscara do mergulhador, por exemplo, se ajusta ao rosto de quem a usa. Isso não irá ocorrer se os bombeiros tiverem que dividir o equipamento. Algumas das determinações emitidas pela Vigilância Sanitária para o quartel de Teresina são: Reforma no alojamento dos oficiais (180 dias), aquisição de Equipamentos de Proteção Individual e Respiratória (30 dias), além de construção e Implantação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (180 dias). Também foram definidas providências para os quartéis de Picos, Floriano e Parnaíba.

Fonte: Nayara Felizardo