Camaro do lutador tem visual e som do robô de \"Transformers\"

Camaro do lutador tem visual e som do robô de \"Transformers\"

Seu último golpe, um dos mais comentados na história do evento, aconteceu na luta contra o carioca Vitor Belfort:

Uma pessoa com o mínimo de conhecimento em esportes ou mesmo um pouco de intimidade com a internet sabe quem é Anderson Silva. Considerado um dos lutadores mais completos e imbatíveis de MMA (Mixed Martial Arts, ou artes marciais mistas, denominação que abriga o antigo vale-tudo do UFC, Ultimate Championship), o atual campeão mundial da categoria Peso Médio dá um verdadeiro show em suas participações -- seu apelido é The Spider (O Aranha), graças a técnicas diferenciadas de movimentação nos confrontos, semelhante a de um aracnídeo.

Seu último golpe, um dos mais comentados na história do evento, aconteceu na luta contra o carioca Vitor Belfort: aos três minutos do primeiro round, um chute frontal no queixo do oponente encerrou o combate por nocaute. Anderson Silva, porém, tem outras habilidades além de socos, chutes, imobilizações, cotoveladas e joelhadas. No âmbito automotivo, ele também deteria o cinturão na categoria ?Personalização Radical?. Seu Chevrolet Camaro SS, recentemente desembarcado em Curitiba (PR) pela importadora Experience Motors, é a materialização do Bumblebee, o robô mais carismático da franquia de filmes "Transformers".

Bumblebee também é o nome em inglês de uma espécie de abelha gigante (Bombus). Coincidência ou não, a equipe de Anderson é batizada de Killer Bees (Abelhas Assassinas). ?Esse nome de batismo se dá ao comportamento das abelhas, que sempre andam juntas e durante um ataque são rápidas e mortais?, explica Silva, mesmo com seu nome atrelado às aranhas.

ABELHÃO

Seu Chevy ficou com visual para lá de agressivo após as modificações. Apesar de rodar pelas ruas brasileiras esbanjando estilo, o Camaro foi modificado na Califórnia (EUA) pela West Coast Customs, empresa famosa mundialmente por desenvolver projetos para programas televisivos como o Pimp My Ride, da MTV gringa.

Lá, quem deu todas as diretrizes do projeto foi Ryan Friedlinghaus, o big boss da empresa. Talvez o processo mais radical e sem pudor, o alargamento dos paralamas, mudou por completo a atitude do carro. ?Nos traseiros, alargamos para as rodas caberem na boa, pois elas têm "apenas" 14 polegadas de tala?, brincou Ryan.

Aproveitando a anabolizada, foram instaladas duas câmeras de ré dentro dos paralamas -- elas emergem quando a marcha é engatada. Tem mais: quando elas levantam, um som de luta entre os robôs do filme sai de um falante instalado no cofre do motor. Esse som, aliás, aparece em qualquer coisa que você fizer no Camaro. Abra a porta, e lá vem a briga de robôs. Levante ou abaixe a suspensão a ar, e mais ruídos metálicos (semelhantes ao de lutas de espadas) partem do carro. No começo foi até divertido. Mas, confesso que ao longo do ensaio fotográfico manobrando o Chevy para lá e para cá, levantando e socando a suspensão, o barulho incomodou um pouco -- nada que uma alicatada no fio desse sistema não resolva...

Voltando ao carro, ele possui um conjunto de suspensão um tanto curioso. Na traseira, os amortecedores originais foram substituídos por modelos rosqueáveis e travados no modo ?socado?. Uma estrutura adicional, composta por bolsas e compressores, levanta a carroceria caso preciso -- ótima ideia, pois o Camaro mantém a estabilidade dos amortecedores e ainda oferece a opção de subir a carroceria para transpor algum terreno esburacado, muito comum no Brasil. Já o kit de amortecimento dianteiro é completamente a ar, com bolsas nas torres. Basta pressionar um dos botões da lateral do console central para levantar a frente -- para subir e descer o muscle car do guincho, por exemplo, as bolsas estavam completamente infladas.

FINO TRATO

Apesar de Anderson Silva não estar presente no dia do ensaio, pilotamos o Camaro como se fosse o carro da rainha da Inglaterra: manobras suaves, giro baixo do motor V8 (equipado com kit de filtro de ar Injen) e, ainda assim, suando frio na cabine. Afinal, qualquer vacilo com o Chevy do cara seria motivo para comprar passagem só de ida para o Zimbábue e ficar escondido por lá pelo resto da vida.

Como o intuito era sair ileso das fotos, apenas curtimos o ronco encorpado dos escapes de inox (ao dar a partida, um verdadeiro urro sai das ponteiras retangulares) e aproveitamos o luxo oferecido no interior. Teve até briga para ver quem teria massagem gratuita no banco do passageiro -- os caras da West Coast adotaram um sistema no assento e no encosto, com oito funções, diversas intensidades e programações de tempo de 15 e 30 minutos. Para relaxar depois de um combate, nada como desmaiar nessa poltrona.

Detalhes como uma placa acrílica no teto remetem ao espírito de abelha do Camaro. Nela está retratado o mascote da equipe de Silva, também presente em diversas partes do carro, como grade dianteira, bordados dos bancos e imagem de apresentação do DVD-player. Até os subwoofers trabalhados pela Digital Designs exibem o logo da Killer Bees.

Para não correr o risco de tomar uma surra, a equipe da West Coast caprichou na sonzeira: concebida para tocar forte, é indicada para estilos com bastante grave, como black music e hip-hop.

Depois dessa curtição com a caranga da estrela do UFC, só nos resta esperar por sua próxima luta, prevista para acontecer dia 27 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ). Será a revanche contra o Japonês Yushin Okami, último adversário a derrotá-lo, em 2006. Ou seja, será o momento de Anderson Silva acelerar para tirar essa diferença.

























Fonte: UOL