Campanha de combate à hanseníase e verminoses visita escolas em THE

Foram visitadas 237 escolas em todo o município.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) divulgou hoje (10) novos dados da primeira etapa da Campanha de Hanseníase, Geo-helmintíases e Tracoma, que tem promovido uma busca ativa entre os escolares de cinco a 14 anos de idade. Foram visitadas 237 escolas em todo o município.

Um total de 39.396 fichas foram distribuídas entre os estudantes. Os formulários, dirigidos aos pais ou responsáveis, contêm um desenho do corpo humano, no qual eles deveriam marcar onde as crianças possuem qualquer tipo de machas na pele, para serem avaliadas pelas equipes da atenção básica – o chamado método do espelho.

Dentre os alunos que entregaram a ficha preenchida, 2.733 foram examinados pelos profissionais da Estratégia Saúde da família. “Os sintomas da hanseníase são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas; manchas dormentes (com diminuição da sensibilidade); dormência nos pés, caroços avermelhados ou castanhos”, informa Salmon Alencar, enfermeiro da coordenação de hanseníase da FMS.

Após o exame com a equipe ESF, as crianças passaram por uma segunda triagem, e 213 delas, consideradas casos suspeitos de hanseníase, foram encaminhadas para a consulta com um dermatologista para confirmação. O atendimento começou ontem (09) no Hospital Getúlio Vargas (HGV) e Hospital Universitário (HU).

Durante as visitas, os profissionais de saúde distribuíram ainda o medicamento albendazol 400mg para combate às verminoses (parasitas intestinais conhecidos como lombrigas), que também podem causar manchas pelo corpo, entre outros prejuízos ao desenvolvimento e o rendimento escolar. 28.327 meninos e meninas tomaram o medicamento, que é administrado em dose única e não é tóxico, tem baixo custo e efeitos colaterais raros e sem gravidade.

No período de quase 10 anos, Teresina diminuiu em 50% os casos de Hanseníase. Em 2005, a FMS registrou mais de 800 casos da doença na capital, no ano de 2014 foram totalizados 440 casos. “É um avanço essa queda nos números, mas precisamos continuar a busca ativa e tratamento de novos casos que venham a surgir”, afirmou Salmon Alencar.

Fonte: Assessoria