Ceará é líder em transplantes cardíacos no Brasil

Este ano, no Estado, 22 pessoas ganharam uma nova vida após o transplante de coração

Quando se pensa em servi?o p?blico no Brasil, a primeira d?vida que vem ? cabe?a ? se realmente ele funciona. A realidade do Sistema, assim como tudo na vida, tem dois lados. Apesar da universaliza??o ainda n?o ter sido alcan?ada, as cirurgias de alta complexidade s?o exemplos de que o lado positivo existe, e avan?a a cada dia. O Cear?, proporcionalmente ? popula??o, lidera a lista dos estados com maior n?mero de transplantes card?acos.

Este ano, no Estado, 22 pessoas ganharam uma nova vida ap?s o transplante de cora??o. Destes, 12 foram no primeiro semestre, o que deixa o Cear? no topo dos Estados que mais realizaram o procedimento nos primeiros seis meses, proporcionalmente ? popula??o. Em segundo lugar est? S?o Paulo e, em seguida, Paran?. Os n?meros s?o da Associa??o Brasileira de Transplante de ?rg?os.

O empres?rio C?cero Tony Edson Batista da Silva, de 48 anos, ? um exemplo de algu?m que diz ter sido salvo pelos m?dicos e a generosidade da fam?lia de um doador. Ele n?o cansa de elogiar o atendimento que recebeu no Hospital do Cora??o. C?cero da Silva foi submetido a um transplante card?aco h? 14 meses e diz ter renascido ap?s ganhar o novo cora??o.

H? 16 anos, ele recebeu o diagn?stico de miocardiopatia dilatada (cora??o crescido), que o deixou com insufici?ncia card?aca. Na pr?tica, n?o conseguia caminhar 100 metros sem ficar extremamente cansado. N?o conseguia nem acompanhar o ritmo de um colega caminhando ao seu lado. Nos ?ltimos meses, at? se locomover de um c?modo a outro era um grande desafio.

Desde a descoberta da doen?a ele sabia que seu cora??o tinha ?um prazo de validade?. E esse limite chegou em maio de 2007. C?cero da Silva n?o aceitava mais a medica??o oral, o que desencadeou uma crise. Uma semana depois de n?o conseguir mais tomar o rem?dio estava na mesa de cirurgia. ?Eu cheguei de cadeira de rodas. Se eu andasse, n?o conseguia respirar. Quando recebi a not?cia do transplante, eu j? estava no meu limite?, conta.

Seis horas depois foi acordado, j? com o cora??o novo. ?Uma sensa??o que nunca vou esquecer foi perceber que eu conseguia respirar?, diz. Depois disso, C?cero da Silva se recuperou dia ap?s dia, sempre com novas conquistas. Hoje, pratica caminhadas de 50 minutos. Para o empres?rio, que fez todos os tratamentos anteriores de sa?de no sistema privado, o atendimento p?blico foi surpreendente. ?Sempre gastei com a sa?de, mas quando recebi a maior b?n??o, foi totalmente gratuito.

Fonte: Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br