Chuva já preocupa moradores de áreas de risco em THE

Chuva já preocupa moradores de áreas de risco em THE

A maior apreensão das famílias é de que o inverno esteja apenas começando.

Com a chegada do período chuvoso em Teresina, vários bairros que possuem moradores e residências em situações de risco já estão em alerta por conta do risco de desabamento das suas moradias. Nas periferias da zona Leste da capital, além do medo trazido pelas chuvas, há também a insegurança.

?Quando a casa da gente desaba não se pode nem sair para buscar ajuda na mesma hora por medo de que os ladrões venham saquear o pouco dos móveis que restaram?, desabafa a moradora do Bairro Satélite, Rita de Cássia Rodrigues, que teve a casa completamente destruída já nas primeiras chuvas deste inverno.

Atualmente, a manicure divide o abrigo improvisado oferecido pela Associação de Moradores Moradores do Bairro Satélite com mais 11 famílias que moravam em áreas de risco e vivem dias muito difíceis desde o Natal do ano passado, quando tiveram suas casas invadidas pela água no meio da noite.

?No geral são famílias bem pobres e que moram em casas de taipa antigas e que têm pouca resistência às tempestades típicas do início do inverno. Além disso, as casas geralmente estão em áreas de risco perto de lagoas ou de ribanceiras. Quando a gente vê pessoas da comunidade passando por essa situação difícil o que resta é tentar ajudar da melhor forma que se pode?, lembra o presidente da Associação dos Moradores do Satélite, Francisco Pereira da Silva.

O medo maior das famílias que vivem em situações de risco por conta das chuvas é que o inverno este ano seja muito intenso a exemplo do que aconteceu em 2010, quando toda a cidade viveu momentos difíceis por conta das chuvas e da elevação do nível dos rios Poti e Parnaíba. A maior apreensão das famílias é de que o inverno esteja apenas começando e que a situação permaneça por um tempo indefinido.

?Já fomos procurar a ajuda da Prefeitura e nos ofereceram material para reconstruir as casas, mas no inverno fazer isso é quase impossível. Ainda mais que os mais atingidos moram em áreas de risco e não temos condições de ir para outro lugar?, conta a dona de casa Rita de Cássia Rodrigues

Fonte: Marcilany Rodrigues