Chuvas potencializam riscos de dengue em THE, diz FMS

Com a possibilidade de aumento dos criadouros, FMS mobiliza teresinense pela prevenção à doença, que tem apresentado diminuição nos últimos anos

Com as chuvas chegando, o acúmulo de água é recorrente em diversos pontos da capital e isso é um prato cheio para Aedes aegypti, o famoso mosquito da dengue. Desde o dia 02 de janeiro a Fundação Municipal de Saúde (FMS) já começou a realizar ações para prevenir que o mosquito se alastre pela cidade causando uma epidemia na capital.

A gerente de Zoonoses da FMS, Oriana Bezerra, frisa que o combate à dengue não deve se dar apenas no período chuvoso, pois o ovo do mosquito é capaz de durar 400 dias, mais de um ano. O ovo que ficou acumulado em um criadouro em potencial, como pneus, caixas d?água, calhas, consegue sobreviver por mais de um ano, inclusive enfrentando períodos de seca, para depois ressurgir no período chuvoso. ?O ovo que porventura ficar lá pode virar um mosquito com novas chuvas?, declara Oriana. Por isso ela ressalta que para evitar a dengue é preciso impedir a presença do mosquito, e deste modo impedir com que ele deposite seus ovos que podem gerar mais mosquitos. ?É preciso ficar atento não só no período chuvoso.

Como também é importante evitar o mosquito não só em casa, mas nos ambientes de trabalho e locais públicos e demais ambientes?, afirma a gerente.

Ela observa também que é importante a destinação correta do lixo, que acondicionado de maneira inadequada pode acabar por acumular água e atrair mosquitos.

Oriana ressalta que a gerência de Zoonoses trabalha na prevenção, eliminando criadouros, principalmente aqueles que se encontram em espaços públicos. Ela adverte que nas propriedades privadas, casas e terrenos a responsabilidade de erradicar os focos é do proprietário.

Cabendo à gerência apenas a orientação e monitoramento dos locais.

Além dessas orientações de como combater a dengue, ela explica que a gerência de Zoonoses atua também no tratamento de criadouros e reservatórios de água, chamado de criador servível, como tonéis e manilhas, usadas geralmente como reservatórios para fins domésticos que devem estar cobertos, mas mesmo assim devem passar por um tratamento com larvicida.

Para combater o mosquito adulto são usados o adulticida, o carro fumacê, que é utilizado em situações emergenciais em locais onde há casos de dengue. O uso do fumacê obedece critérios técnicos que analisam os casos detectados em determinada área. Oriana lembra que o adulticida não tem efeito duradouro porque apesar de matar o mosquito imediatamente, não impede dele voltar. Sendo necessário, portanto, a prevenção que consiste em não deixar água acumulada.

Fonte: Vicente de Paula