Cinco pessoas já morreram por afogamento no Parque Lagoas do Norte

População enfrenta o risco e toma banho diariamente no local

Inaugurado em 2012, o Parque Lagoas do Norte, localizado na zona Norte de Teresina, já registrou cinco mortes por afogamento, segundo informações de moradores do local. Mesmo com as placas de sinalização alertando a proibição do banho nas lagoas, a população insiste em mergulhar nos lagos.

Nem a poluição, a presença de animais como cobras e jacarés, e a profundidade de quatro metros impede os moradores de nadarem nas lagoas que formam o Parque Lagoas do Norte. A estudante Nislândia dos Santos mora na região e afirma que diariamente presencia pessoas de todas as idades tomando banhos. “Crianças, jovens e adultos são banhistas das lagoas. Mesmo sabendo dos riscos, eles não se importam e entram na água”, conta Nislândia.

A técnica em enfermagem Juliana Faria também afirma que vê, com frequência, adolescentes banhando nas lagoas.

“Ainda tem gente com coragem para mergulhar no parque, principalmente nos finais de semana”, assegura. Entre as mortes por afogamento registradas no Lagoas do Norte, está a de Mariele Pereira Viana. Em 2012, assim que o parque foi inaugurado, a adolescente de 13 anos de idade foi tomar banho na lagoa e morreu afogada.

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Ontem (6) mais um caso foi registrado. Felipe Carvalho, 19 anos, foi atravessar o lago a nado, sentiu uma cãibra muscular na perna e acabou se afogando. O corpo foi resgatado 12 horas depois pelo Corpo de Bombeiros. O vice-presidente do Comitê de Moradores do Lagoas do Norte, Antônio Luís, sugere que a administração do parque coloque grades de proteção nas lagoas para que os banhos sejam evitados.

“Tem avisos que proíbem, mesmo assim as pessoas insistem em nadar na lagoa. Falta consciência na população sobre os riscos, mas a prefeitura deveria colocar seguranças aquáticos no parque para que essas mortes por afogamento deixassem de ocorrer”, sugere Antônio Luís. Ao jornal Meio Norte, a administração do Parque Lagoas do Norte lamentou as mortes no local e garantiu que vai intensificar as ações de conscientização popular sobre a obediência à sinalização e educação ambiental. Sobre a colocação de grades nas lagoas, o administrador Jorgeney Moraes diz que é “inviável”.

“A grade traria problema de circulação para os visitantes do parque e seria ruim até para a segurança dos moradores. Já desenvolvemos trabalhos de conscientização com os moradores da região e vamos continuar investindo neste foco”, garantiu Jorgeney Moraes. A administração ressalta, ainda, que a água das lagoas, por não ser totalmente despoluída, não é própria para o banho e nem a pesca é permitida.

Fonte: Pollyana Carvalho e Izabella Pimentel