Clientes levam prostitutas ao uso de drogas em THE

Clientes levam prostitutas ao uso de drogas em THE

A Aprospi está agindo no sentido de garantir a cidadania dessas mulheres.

A prostituição leva as mulheres às drogas, ou elas se prostituem para conseguir manter o vício? O questionamento não é fácil de responder e envolve um problema social não muito recente, mas que está crescendo assustadoramente nos últimos anos. Trata-se da relação entre prostituição e sexo em Teresina.

Para a Associação de Prostitutas do Piauí, são os clientes os principais responsáveis pela inclusão das mulheres no mundo das drogas, principalmente quando as vítimas são aquelas que já fazem programa há alguns anos e trabalham em pontos tradicionais do centro, como a Praça da Bandeira.

De acordo com a presidente da Aprospi, Célia Silva, cerca de 180 prostitutas fazem ponto naquele local e quase metade delas são usuárias de droga.

?De um ano para cá aumentou muito o número de mulheres dependentes. Elas usam a primeira vez a pedido dos clientes e depois se viciam?, afirma Célia. É a partir daí que o programa passa a ser moeda de troca.

Algumas mulheres usam o dinheiro para comprar a droga ou mesmo recebem pedras de crack como pagamento pelo sexo. ?Nesse momento elas deixam de ser prostitutas e viram moradoras de rua, caem em decadência total?, lamenta a presidente da associação.

Devido ao aumento do problema, a Aprospi está agindo no sentido de garantir a cidadania dessas mulheres. Algumas em estado mais crítico são levadas ao hospital do Mocambinho ou encaminhadas para o CAPS AD. Como atividade de prevenção, especialistas são convidados para dar palestra sobre drogas na Praça da Bandeira. As medidas, contudo, não são o bastante para conter o problema.

?Precisamos de uma atuação mais eficaz do poder público, pois existe uma Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas que tem recurso e pode fazer muito por nós?, afirma Célia.

Fonte: Nayara Felizardo