Conselho interdita 34% dos consultórios fiscalizados no Piauí

Objetivo da entidade é garantir a segurança

A nova gestão do Conselho Regional de Odontologia do Piauí está intensificando as ações de combate à prática ilegal da profissão no Piauí. De acordo com o relatório semestral de fiscalização do CRO-PI, 34% dos 68 consultórios inspecionados pela entidade em 2015 foram interditados.

Entre os municípios alvos de inspeção que tiveram postos de atendimento fechados pelo Conselho Regional de Odontologia estão: Cocal da Estação, Nossa Senhora dos Remédios, Altos, Cajueiro da Praia, José de Freitas, São Pedro do Piauí, Curralinhos, Caraúbas, Amarante, entre outros. Ao todo, 23 consultórios tiveram que ter o atendimento suspenso.

O presidente do CRO-PI, Antônio Francisco Costa, conta que o objetivo da entidade é garantir a segurança tanto dos pacientes, como dos cirurgiões dentistas.

“Nossa intenção não é sair interditando os consultórios odontológicos do Piauí. Queremos é combater falsos profissionais que atuam no Estado e conseguir a melhoria das condições de trabalho dos dentistas”, explica o presidente do Conselho. Em Teresina, 19 postos foram fiscalizados e as irregularidades encontradas são consideradas mínimas e de menor gravidade.

Já na região Norte do Estado, o Conselho Regional de Odontologia detectou ações graves de quatro “práticos”. Estes são pessoas que desenvolvem a atividade de dentistas, mas que não possuem formação acadêmica e exercem a profissão irregularmente.

“Os práticos foram encontrados em Ilha Grande, Nossa Senhora dos Remédios, Parnaíba e Amarante. O CRO, em parceria com a Polícia e a Vigilância Sanitária, confiscou os equipamentos e materiais usados nos consultórios do falsos profissionais para eles não retornarem à atividade”, conta Antônio Francisco. Os farsantes estão respondendo processo penal em liberdade.

Postos têm 30 dias para adequação

O presidente do Conselho Regional de Odontologia explica, ainda, que após a realização da primeira vistoria do CRO, os consultórios possuem até 30 dias para se adequarem às condições de atendimento à saúde bucal.

Estrutura precária, paredes infiltradas, falta de equipamentos, material de uso odontológico escasso, banheiros sem higiene dentro de consultórios. Tudo isso fazia parte do cenário do posto de atendimento da cidade de São Miguel da Baixa Grande, por exemplo. Após a interdição feita pelo CRO, a administração municipal realizou reforma no consultório com adequação de todos os parâmetros citados pela fiscalização.

"O CRO tem atuado de forma forte para regulamentar as atividades dos dentistas e auxiliares, assim como monitorar a estrutura das diversas unidades de saúde que prestam serviços odontológicos. Ressalto que nosso objetivo é esclarecer e cobrar dos responsáveis essas melhorias.

Nas últimas semanas vários prefeitos nos procuraram buscando um informações do que o Conselho indica que poderia ser seguido para adequação dos consultórios", finaliza o presidente do CRO-PI.

Fonte: Virgínia Santos e Izabella Pimentel