Cresce número de construções de pontes em Teresina, aponta Crea

Ampliando acessos, encurtando distâncias

Falar de construção de pontes é falar do que elas podem proporcionar a uma comunidade, em termos de mobilidade urbana. Elas interligam no mesmo nível pontos não acessíveis, facilitando a vida de pessoas, encurtando distâncias e, contribuindo para o desenvolvimento, de modo geral.

Image title


E por que não citar a beleza das pontes, mesmo daquelas concretadas, que são exuberantes, majestosas? Muitas delas com suas arquiteturas cheias de volume e profundidade, formam verdadeiras obras de arte.

E falar das pontes de Teresina tem um quê de beleza maior. Elas interligam bairros, unem pessoas, promovem o desenvolvimento econômico, facilitam acessos, e muitas delas proporcionam fonte de trabalho e renda a muitas famílias, como, por exemplo, a Ponte João Isidoro França, mais conhecida por “Ponte Estaiada”, construída em 2010 sobre o rio Poti, ligando as zonas Norte/Centro à zona Leste da cidade. 

Além de linda e majestosa, a ponte é uma atração turística. No local acontecem várias manifestações artísticas e vendas de comidas e bebidas típicas.

Mas não podemos esquecer os velhos amores. A Ponte Rodoferroviária João Luiz Ferreira, construída em 1939, eternamente conhecida por “Ponte Metálica” sobre o rio Parnaíba, ligando e unindo também os teresinenses a Timon (MA).

O local, principalmente do lado de Timon, conserva a tradição de vendas de milhos assado e cozido, bolos, cocadas, entre outros. Enquanto se espera o semáforo abrir para dar passagem aos veículos de um dos lados das cidades, muita gente aproveita para consumir os produtos oferecidos.

E a nossa antiga e sempre nova Ponte Juscelino Kubitschek (JK), no final da Frei Serafim, construída em 1959, sobre o rio Poti, unindo as zonas Centro/Leste. A ponte foi feita em duas etapas, sendo a segunda, construída em 1975.

Ainda ligando Timon a Teresina temos a Ponte Engenheiro Antônio de Noronha, conhecida por “Ponte Nova”, construída em 1972, sobre o rio Parnaíba e a Ponte Presidente José Sarney, mais conhecida por “Ponte da Amizade”, de 1994.

Outra construção que facilitou e melhorou a mobilidade urbana foi a da Ponte Tancredo Neves, na saída da Rodoviária Lucídio Portella, feita em 1974 sobre o rio Poti, ligando a zona Sul a zona Sudeste, onde o fluxo de veículos é intenso. 

A Ponte Wall Ferraz, de responsabilidade do Estado e construída sobre o rio Poti, facilitou o acesso não só às regiões Sudeste e Leste, mas também aos maiores shoppings da capital, e mais recentemente ao Parque Potycabana, promovendo lazer, diversão e economia. 

Teresina tem três pontes em construção 

Teresina terá, nos próximos anos, três novos acessos. Na zona Sul da capital, está sendo construída a Ponte Anselmo Dias, de antemão, sendo chamada de “Ponte da Gil Martins”, pelo fato de ser construída no final da Avenida Gil Martins. 

A ponte ligará as Avenidas Gil Martins, na zona Sul, e José Francisco de Almeida Neto, na zona Sudeste. Na sua construção estão sendo investidos R$ 66 milhões com recursos do PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades e contrapartida da Prefeitura de Teresina.

Cerca de 35% da obra já foi finalizada. Além disso, 95% da estrutura metálica da ponte já está no canteiro de obras. A previsão de conclusão é no início de 2016. A Ponte Anselmo Dias vai melhorar o fluxo de veículos nas pontes do Tancredo Neves e Wall Ferraz e também ajudar a desafogar parte do trânsito da João XXIII.

É a principal obra de mobilidade urbana em andamento em Teresina no momento, pois terá 326,27 metros de extensão e 26,35 metros de largura e homenageia o ex-vereador Anselmo Dias, atuante líder comunitário da zona Sudeste que morreu em maio de 2014 vítima de um câncer de garganta.

Ponte Wall Ferraz – Essa construção é de responsabilidade do Estado. A Prefeitura de Teresina é responsável apenas pela construção das alças de acesso.

Ponte do Meio - As divergências em relação à construção da ponte do meio, entre as Pontes Juscelino Kubitschek, no final da Avenida Frei Serafim estão próximas de um entendimento entre as partes interessadas. “Estamos chegando a dois pré-projetos, que foram elaborados pelo engenheiro Augusto Basílio e esperamos chegar a um consenso.

Tenho certeza que em pouco tempo o impasse estará harmonizado, entre os problemas ambientais e de tráfego. A Prefeitura de Teresina está aprimorando os projetos, e ainda este ano um deles deverá ser executado”, adianta o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PI), Paulo Roberto Ferreira de Oliveira.

Ponte do Poti Velho está em processo de licitação


A ponte sobre o rio Poti é uma obra de duplicação e será de grande importância para a mobilidade da zona Norte de Teresina, beneficiando toda a região do Poti Velho, da Santa Maria da Codipi, Parque Brasil, Jacinta Andrade, e Nova Theresina, entre outros. A licitação foi iniciada em junho.

A ponte irá interligar a Rua Domingos Mafrense à Avenida Poti Velho, que está sendo ampliada para melhorar o fluxo de veículos, passando a compor o sistema binário de tráfego com a Alameda Mestre João Isidoro França.

A obra está orçada em cerca de R$ 24 milhões, com recursos do programa PAC Mobilidade do Ministério das Cidades. A nova ponte terá 240m de comprimento, faixa de passeio para ciclistas e pedestres, faixa exclusiva para ônibus e duas para outros veículos.

Pontes devem passar por manutenção a cada cinco anos 

As pontes podem ser lindas, majestosas, exuberantes, enfim, mas precisam passar por manutenção em certo período de tempo, para se manterem em condições de trafegabilidade.

O tempo ideal para as manutenções é de cinco em cinco anos, para as pontes mais novas, de acordo com o consenso entre os profissionais de engenharia, segundo o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-PI), Paulo Roberto Ferreira de Oliveira.

Segundo ele, esse tempo é reduzido para cada dois anos, ou seja, vai diminuindo a cada ano. O mais grave nessa história de manutenção em pontes, é que nunca é feito dessa maneira. 

Geralmente, a manutenção é feita quando a ponte apresenta rachaduras ou algum outro problema, a olho nu, que qualquer cidadão comum pode observar.

Paulo Roberto diz que muitas vezes o "conserto" é de baixo custo, mas outras vezes os responsáveis dizem não disporem de recursos para o procedimento.

"Ponte é a mesma coisa de uma casa, é preciso fazer a manutenção, periodicamente. E com as pontes é preciso ter um cuidado especial, principalmente com o tabuleiro, que é a laje da ponte. As alças são a base das pontes", explica o engenheiro.

Ele cita, por exemplo, o que está acontecendo com a Ponte da Amizade, cujo problema, diz ele, são justamente as alças. "O aterro da Ponte da Amizade está escariando e tem que se refazer e conter", diz Paulo Roberto, acrescentando que a função do CREA é fiscalizar o exercício profissional e no caso de obra em andamento, se ela está sendo feita por um engenheiro credenciado. 

"O CREA tem a função de alertar os gestores públicos sobre o problema e a responsabilidade na realização da manutenção cabe ao gestor público, responsável pela construção da ponte", esclarece.

Fonte: Lindalva Miranda