Dados revelam que menos de 1% dos piauienses doa sangue com frequência

Dados revelam que menos de 1% dos piauienses doa sangue com frequência

O índice está abaixo da média nacional, que gira em torno de 3% a 5% da população.Por outro lado, desse total do Piauí, mais de 60% representam doação

Recebendo cerca de 130 bolsas de sangue por dia, o Hemopi precisa de mais doadores. Enquanto 3 a 5% dos brasileiros doam sangue, menos de 1% dos piauienses o fazem com frequência. O problema está atribuído ao fato de os piauienses Sentirem resistência à picada da agulha, assim como a falta de informação que o ato pode salvar vidas. Por isso, acabaram não desenvolvendo o hábito solidário.

Felizmente, mais de 60% das doações são voluntárias, ou seja, feitas por pessoas que procuram o hemocentro por conta própria. ?Temos um bom número de doações, mas deveria ser bem melhor?, garante a supervisora de coleta externa Hortência Rocha. Segundo ela, as campanhas de coleta sanguínea realizadas por faculdades e parcerias com empresas privadas protegem o Hemopi de estar em apuros.

Entre a população a falta de conhecimento e o medo da agulha são os maiores empecilhos na hora de ajudar o próximo. Segundo dados do próprio centro, o número ideal de doações diárias seria entre 180 e 200 bolsas, somando aproximadamente 6.000 bolsas por mês. Enquanto o sangue tipo O+ é o mais carecido no Hemopi, os tipos negativos de sangue são os que estão mais em falta.

Para saldar a carência de bolsas, o Hemopi firma parceria com empresas privadas, órgãos públicos, faculdades e universidades. Essas atividades levam o Hemopi para dentro das instituições e ajuda o centro arrecadar mais sangue, já que a comodidade para doar sangue e a folga de um dia para os funcionários é um atrativo.

?Algumas pessoas têm vontade de doar sangue, mas acabam não vindo ao Hemopi porque não conseguem folga do trabalho ou por causa da distancia física entre a repartição e o hemocentro. Por isso a necessidade fundamental de realizar campanhas itinerantes?, completa Hortência. A coordenadora lembra que todas as instituições estão convidadas a realizar o ato e a ajuda da sociedade é bem-vinda.

A próxima ação do Hemopi acontecerá dia 14 junho, quando será comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Até lá serão realizadas ações em órgãos privados e doações voluntárias de pessoas que procuram o centro. É o caso do estudante universitário Bruno Macedo. Ele foi acompanhar a namorada, mas acabou doando sangue pela primeira vez na vida. ?Percebi como posso ajudar vidas com um ato simples e decidi doar. É simples, não dói e pretendo voltar novamente?, retifica.

?Precisamos criar no piauiense o hábito de doar sangue e também de fidelidade este doador. É despertando a solidariedade que desenvolvemos a prática. É preciso encontrar formas de conscientizar mais pessoas a doar sangue e perceber o Hemopi no seu dia a dia?, pontua a funcionária.

Fonte: Olegário Borges