Detran reúne autoescolas para discutir aprovação de alunos em teste

A cota mínima exigida para que os CFCs funcionem é de 60%.

O Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI) realizou, na quinta-feira (20), uma reunião com os diretores e representantes dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para tratar do índice de aprovação dos alunos nos testes teóricos e práticos, realizados durante o processo de retirada da 1ª Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

De acordo com a Resolução 358 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a cota mínima exigida para que os CFCs funcionem é de 60% de aprovação, no entanto, as autoescolas do Piauí estão abaixo dessa média. 

"Esta reunião busca propostas, sugestões a fim de adotarmos medidas para reverter essa situação, sanando possíveis deficiências no procedimento pedagógico ou estrutural", comenta Venâncio Cardoso, diretor de Habilitação.

Os diretores dos CFCs aproveitaram a reunião para argumentar sobre a medida. "A exigência também interessa as autoescolas, porque dessa forma podemos nos preparar mais e oferecer um material didático melhor.

Mas também precisamos considerar outros fatores, como o nervosismo do aluno, que muitas vezes está preparado, mas no momento do teste tem a questão do nervosismo, que acaba interferindo e atrapalhando", ressaltou Higor Medeiros, proprietário de uma autoescola.

Venâncio destacou que, no primeiro momento, o Detran e as autoescolas trabalharão para diagnosticar o que está acontecendo para que haja uma média de aprovação abaixo da média. 

"Após o diagnóstico, em parceria, vamos adotar medidas para melhorar o desempenho dessas autoescolas e, assim, exigir que elas atinjam a meta", esclareceu o diretor de Habilitação.

Arão Lobão, diretor-geral do Detran, também participou da reunião e destacou que a nova gestão do órgão tem feito um trabalho aberto ao diálogo, destacando que é importante trabalhar em parceria com as autoescolas, uma vez que, as duas são responsáveis pela formação de condutores conscientes para um trânsito mais seguro.

"Recebemos críticas e procuramos melhorar, dentro das nossas possibilidades. Estamos ouvindo as dificuldades e vamos buscar uma solução para garantir um bom atendimento aos usuários dos nossos serviços", declarou Lobão.

Fonte: Jornal Meio Norte