Dia do Estudante: sonhos da infância são construídos na escola

Nela que compreendemos a formação social e somos educados

As crianças vão para a escola e sonham em ser algo quando crescer. A vida estudantil passa por vários níveis, até alcançar a universidade. Nesse meio tempo, tanto as conversas quanto os aprendizados são muitos. Dessa forma, a vida de um estudante é um amontoado de histórias, vivências e um aprendizado imensurável. Você sabe o que quer ser quando crescer?

Comemorado em todo Brasil, o Dia do Estudante lembra a importância da educação na formação da sociedade. O dia foi inserido no calendário pela comemoração do centenário de criação dos dois primeiros cursos de nível superior no país, Ciências Jurídicas e Ciências Sociais. Com o passar dos anos, a data proporcionou outras características dentro dos níveis de formação educacional; uma delas, o autoconhecimento.

Quem nunca se deparou com aquele sonho de infância? Ou aquela vontade de ser modelo (a), cantor (a), médico (a) ou professor (a)? O ensino infantil tem a capacidade de fortalecer os desejos das crianças. Desde muito cedo os pequenos aprendem o que querem ser quando crescer.

O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), localizado no bairro Monte Castelo, é um exemplo de como a leitura faz parte do cotidiano dos alunos. A escola foi uma das vencedoras no Prêmio de Valorização ao Mérito. Com 100% dos alunos no nível adequado de leitura e 87,5% de escrita avançada, a unidade de ensino atende 82 crianças matriculadas de 3 a 5 anos.

São as crianças que fazem todo diferencial. Muitas delas têm certeza de qual profissão vão seguir. “Quero ser surfista e policial, pois quero prender bandido”, afirma o imperativo Pedro Leonardo, 5 anos. O pequeno já iniciou o gosto pela leitura e conta o que mais gosta durante as aulas. “Adoro ler as histórias de Jesus e do alfabeto”, diz.

A colega de turma, Kanandra Vitória, é enfática quando pensa no futuro. “Quero ser médica para ajudar as pessoas. Também gosto das histórias do João e Maria e estudo bastante com as tias da escola”, conta.

Patrício é um dos mais tímidos da turma. O pequeno não sabe o nome da profissão, mas tem certeza do que quer seguir. “Meu sonho é trabalhar com trator”, ou seja, operador de máquinas pesadas.

As crianças não param. Por mais que você tente encerrar o assunto, elas sempre querem mais e mais. Uma profissão não é suficiente. Por isso, as professoras trabalham elementos para fortalecer a criatividade dos alunos. “Nós incentivamos a leitura e música. Além disso, durante um dia na semana, nós explicamos o que cada profissão trata.

Os trabalhos contemplam as carreiras de professores, médicos, pintores, pedreiros e outros”, explica a professora Rosineide Ferreira.

Do desejo à realidade do ensino superior

Sonhar é bom, mas realizar é melhor ainda. Com esse objetivo, o estudante Ranieri Flávio saiu da escola pública para o ensino superior. Hoje, com 25 anos, o jovem adulto estuda em uma das áreas mais desejadas pelas crianças, a Saúde.

Cursando o sexto bloco do curso de Biomedicina, Ranieri relata que, como qualquer criança, sonhava em trabalhar usando jaleco, marca registrada dos cursos de Saúde. “Eu sempre quis seguir essa área. Mas não tinha nenhuma profissão fixa na minha mente”, conta.

O estudante é oriundo de escola pública, por isso se dedicava bastante aos estudos. Como resultado, passou em um teste seletivo no Programa Universidade para Todos (Prouni) do Governo Federal. “Ganhei uma bolsa integral do Prouni, pois sempre tive vontade e determinação para estudar a área da Saúde. Me sinto muito feliz por ter conseguido uma bolsa para Biomedicina, um curso que me proporciona vários descobrimentos”, afirma.

A realização do sonho de Ranieri se reflete em muitos estudantes do Ensino Médio. Fernanda Silva se espelha na tia, uma pediatra de formação e dedicação. “Me encanta o jeito que ela trabalha e cuida das crianças. Quero isso pra minha vida, pois gosto muito de cuidar dos outros, mas sei que preciso estudar bastante”, fala.

No entanto, a realidade dos cursos nem sempre é a mesma que se imagina. Ranieri conta o que mais viu de novidade após iniciar o curso. “Eu achava que nós iríamos lidar diretamente com público, mas com o passar do curso eu observei que nós trabalhamos em um laboratório e não temos contato direto”, finaliza.

Estudantes sonham alto

É horário do recreio e o pátio da Unidade Escolar Adamir Leal, localizada no bairro Dirceu Arcoverde II, está lotado de jovens na faixa etária entre 07 a 14 anos. As mudanças de comportamento são nítidas. Os estudantes não querem mais saber dos pequenos sonhos, agora eles sabem o que seguir.

Não demora muito para os olhos curiosos da pré-adolescência avistarem um pequeno grupo. Todos querem participar, mas Josafá Guedes, 11 anos, estudante da 5ª série do Ensino Fundamental, destaca-se. Ele fala como “gente grande”. “Gosto muito das matérias de Matemática e Português, por isso quero ser Piloto de Avião ou Engenheiro. Estudo desde muito cedo para conseguir alcançar meu objetivo e ser feliz na carreira”, conta.

O amigo, Francisco Bruno, quer aliar a carreira profissional com o gosto pelos animais. “Sempre quis ser veterinário, pois acho legal cuidar dos animais. Na escola eu consigo realizar o sonho de estudar e ficar com meus amigos”, reitera.

Meio Norte aproxima leitura aos estudantes

O Dia do Estudante será ainda mais marcante. O Sistema Meio Norte de Comunicação realiza o Pit Stop da Leitura, uma iniciativa que tem como objetivo estimular a leitura entre os jovens. Por isso, a data não poderia ser outra. O projeto acontece em duas etapas; a primeira será dia 10 e a segunda no dia 11 de agosto, coincidindo com o Dia do Estudante.

O projeto chega para os estudantes de seis escolas particulares de Teresina. Os jovens vão receber exemplares do Jornal Meio Norte, conhecido em toda região por suas linhas editoriais, compromisso e dedicação. Dessa forma, os estudantes vão conhecer um pouco mais sobre o jornal, que conta com uma seção especial dedicada ao evento.

Os estudantes serão mobilizados para postarem fotos nas redes sociais durante o Pit Stop da Leitura. As fotos mais criativas e a escola com maior número de postagens concorrerão a um prêmio.

Após a realização do projeto, os seis embaixadores escolhidos pelas escolas vão ao programa Super Top, que terá um programa especial em comemoração à data, onde serão divulgados os ganhadores da premiação. O embaixador que mobilizar a maior quantidade de fotos postadas ganhará um tablet. A foto mais criativa ganhará o mesmo prêmio e a escola que tiver mais postagens vai receber um recreio festa.

Fonte: Thays Teixeira e Daniely Viana