Durante velório, neta repara e descobre que corpo não era da avó

Durante velório, neta repara e descobre que corpo não era da avó

Corpo tinha sido confundido com o de uma moradora de comunidade rural.

A família da aposentada Josefa Freire de Sousa, de 66 anos, que morreu em Cuiabá após sofrer ataque cardíaco, levou um susto ao descobrir que estava velando o corpo de outra pessoa na noite deste domingo (5), na capela da Funerária Santo Antônio, em Várzea Grande, região metropolitana da capital. A troca foi identificada pela neta da aposentada depois de aproximadamente duas horas de velório.

"Olhei para o rosto dela e me assustei ao perceber que não era a minha avó. Daí falei para o funcionário da funerária sobre o suposto equívoco e ele disse que eu estava enganada e que aquele era o corpo da minha avó. Fiquei revoltada e comecei a retirar as flores e descobri o corpo da outra pessoa, até que vi uma ficha de identificação nos pés que mostrou que realmente não era a minha avó", disse ao G1 a neta da aposentada, Lana Caroline Sousa da Silva.

O procedimento adotado para que os dois corpos fossem velados foi feito por duas funerárias. Além da Santo Antônio, onde foi realizado o velório, a funerária Dom Bosco se responsabilizou por preparar o corpo, como pelo embalsamento, por exemplo.

O diretor da funerária Santo Antônio, Nilson Martins, informou que houve falha humana. "Ocorreu uma falha humana e isso pode acontecer com qualquer funerária, mas assim que o erro foi identificado fizemos de tudo para repará-lo", disse. Já o proprietário da funerária Santo Antônio, Paulo Mendonça, afirmou que houve uma sucessão de erros por parte das duas funerárias. "O erro com a família foi reparado, apesar de entender que isso causa um transtorno, mas não houve intenção nenhuma de causar dolo a ninguém", pontuou.



O corpo de dona Josefa foi levado para a comunidade rural Limoeiro, que fica a aproximadamente 90 quilômetros de Várzea Grande, já na região de Cáceres, a 208 km da capital, onde a outra pessoa com a qual foi confundida morava. "O pessoal da funerária disse que não conseguia entrar em contato com o motorista que levou o corpo porque devido à distância o telefone não pegava, mas depois que o funcionário deixou da minha avó, a família da outra pessoa também viu a falha", contou Lana.

Segundo ela, os familiares da outra mulher entraram em contato com a funerária e comunicaram o equívoco. Depois disso, demorou horas para que a troca fosse feita. O corpo de dona Josefa chegou por volta das 2h na funerária e foi enterrado em um cemitério do bairro Costa Verde, em Várzea Grande, na manhã desta segunda-feira (6).

Fonte: G1