Ação da Petrobras vira especulativa e não embala

Ação da Petrobras vira especulativa e não embala

o preço das ações ordinárias registraram queda de 22% até 30 de julho - no mesmo período o Ibovespa teve recuo de apenas 1,56%.

Nem mesmo a série de altas consecutivas do Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, ajuda os papeis da Petrobras a recuperar o valor perdido no acumulado do ano com as incertezas sobre a capitalização da estatal, que deve ser feita em setembro. Segundo levantamento da consultoria Economatica, o preço das ações ordinárias registraram queda de 22% até 30 de julho - no mesmo período o Ibovespa teve recuo de apenas 1,56%.

Na última segunda-feira, os papeis da estatal subiram cerca de 2%, mas ainda não devem acompanhar a recuperação do índice. "As preocupações dos últimos 12 meses ainda estão lá. Não mudou nada", afirma Mônica Araújo, analista da corretora Ativa, referindo-se às indefinições sobre o valor da injeção de capital na empresa para a exploração do pré-sal.

De acordo com Marcelo Coutinho, da YouTrade Investment, as ações da Petrobras adquiriram características "especulativas" pelo grau de dúvidas que rondam o futuro da companhia. "O investidor está em um momento de "discutir a relação" com a Petrobras. No meio tem política, eleições e as incertezas que rondam demanda e produção, com o exemplo da BP (Brittish Petroleum)", disse.

Segundo Coutinho, o "descolamento" do Ibovespa ocorreu no início de junho e os grandes fundos de investimento passaram a se desfazer das ações da Petrobras, que pararam de cair, mas "andam de lado" há 12 semanas, enquanto outros papeis apontam para maiores rendimentos.

"Não tem nada de errado com a empresa. É um papel de grande porte e o fundo não quer mais, porque quando perde 0,5% significa bilhões", afirmou. Conforme dados da YouTrade, o preços dos papeis da petrolífera caíram 5,26% nos últimos 40 dias úteis, enquanto o Ibovespa subiu 7,75% no mesmo período.

Tentando apagar as especulações, a Petrobras negou na noite da segunda-feira informações da mídia sobre um possível novo adiamento da oferta primária de ações - a operação estava inicialmente programada para julho. De acordo com Mônica Araújo, os investidores aguardam mais informações sobre o processo nos próximos 30 dias.

Fonte: Terra, www.terra.com.br