Amigas criam empresa de sucesso na área de confecção em Teresina

A empresária Graça Silva atuava no setor de alimentos

Da blusa estampada à calça jeans. Essas são algumas peças que fazem parte do guarda-roupa da maioria dos teresinenses. O desejo por consumir esses produtos é confirmado através do Relatório de Gestão Exercício 2014, divulgado pelo Sebrae no Piauí. Segundo os dados, o setor de vestuário é uma das atividades que mais se destacam na composição da economia do piauiense. Por isso, a cada ano, as empresas investem em novas formas para atrair mais consumidores; uma delas, os desfiles de moda.

Produzir e vender. É assim que a microempresária Graça Silva trabalha diariamente. Ela, junto com os funcionários, confecciona saias, blusas e calças, que a cada bimestre são disponibilizadas para venda.

“Eu trabalhava em outro setor, o de alimentos, mas sempre tive um amor pelo vestuário. Com a minha experiência na costura, eu convidei umas amigas para montar nosso próprio negócio. Assim nasceu nossa fábrica/loja”, conta. O negócio, na zona Norte de Teresina, deu tão certo que as sócias realizam eventos próprios e convidam outras empresárias.

Os desfiles de moda também fazem parte da rotina de 75 lojas do Piauí Center Moda, um dos maiores polos de confecção de Teresina. Inaugurado no ano de 2006, o espaço apresenta o que há de melhor da moda, por isso investe em eventos. O último contará com a participação de 21 empresas do próprio local.

Segundo Cláudia Pontes, consultora do Sebrae, professora do curso de Moda e apoiadora do Piauí Center Moda, um dos sucessos do espaço é graças à confecção do Jeans. “Somos referência nessa área, pois temos materiais de boa qualidade, excelentes modelagens e materiais modernos. Conheço uma empresária de Fortaleza (CE) que não abre mão de vir até o Piauí Center Moda e levar os produtos daqui. Ela sabe que temos qualidade”, afirma. Além de participar de eventos que a cidade oferece, as (os) empresárias (os) também realizam os próprios do setor de moda. Com isso, estão sempre utilizando o marketing para alcançar o consumidor”, declarou Cláudia.

Setor de confecção ainda tem barreiras

Por muitos anos, as grandes metrópoles, como Rio e São Paulo, eram vistas como os principais pontos de divulgação da moda. No entanto, o Nordeste, em especial o Piauí, consolida-se no mercado de vestuário. “Os empresários de Teresina e Campo Maior, que são os maiores, estão investindo em profissionais, equipamentos e conhecimento. Além da própria competição, pois uma peça que está em um lugar pode ser vista do outro lado do país. Por isso, eles proporcionam um nível de qualidade que possa concorrer com essas peças”, destaca Cláudia Pontes, que também é consultora de moda.

No entanto, a falta de mão de obra especializada ainda é um dos maiores empecilhos encontrados pelos empresários. “Não há uma renovação de profissionais e a capacitação muitas vezes deixa a desejar. As empresas estão se virando, diminuindo os custos e procurando fazer produtos diferenciados”, finaliza.

Além disso, mesmo sendo referência no setor de confecção, o Piauí Center Moda sofre com a relativa falta de clientes, mas para mudar essa situação a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico (Sedet) confirmou apoio ao Sindicato da Indústria do Vestuário, Calçados e Artefatos de Tecidos de Teresina (Sindvest); o último administra o espaço. A proposta pretende criar ferramentas para que a população retorne a fraquentá-lo mais.

Fonte: Djalma Batista e Daniely Viana