Aumenta o número de recall de veículos para reparo em grandes companhias no Brasil

Somente na semana passada, 53.314 automóveis entraram na lista de convocação

Somente na semana passada, 53.314 automóveis entraram na lista de convocação para reparos (recall) em quatro campanhas feitas pelas empresas Fiat, Peugeot, Citroën e até mesmo a luxuosa Ferrari.

Ao todo, 21 modelos da marca ícone do luxo, que custam entre R$ 1,38 milhão e R$ 1,9 milhão, terão de ser levados às concessionárias por causa de um problema que pode até provocar incêndio. Além disso, a Honda convocou um recall para 5.027 motocicletas.

Os outros recalls foram para o Fiat Punto, Citroën C4 Grand Picasso e Peugeot 307.

Com isso, chegou a cinco o número de recalls em uma semana. Este ano, já somam 77.011 o total apenas de carros envolvidos em recall, ante 5.217 no período de janeiro a março do ano passado. O dado do primeiro trimestre de 2008, porém, não retrata o que ocorreu ao longo dos nove meses seguintes. As montadoras convocaram no ano passado 969,5 mil veículos para conserto ou verificação de defeito de fábrica, quase quatro vezes mais do que as 256,3 mil unidades incluídas em recall em 2007. Ao todo, foram 27 campanhas de recall.

O número de carros de diferentes anos de fabricação que tiveram de voltar às concessionárias corresponde a mais de 30% das vendas de veículos novos no País em 2008, que foram 14,5% maiores que em 2007. Também foram convocadas 291,1 mil motocicletas, o que eleva para 1,26 milhão o total de veículos em recall no ano passado, segundo o site Estradas.com.

"O aumento exacerbado da produção pode ter contribuído para o número maior de recalls", diz Francisco Satkunas, da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil). O recall normalmente é feito quando envolve itens que colocam em risco a segurança do usuário ou por prevenção.

Fiat Stilo

O Ministério da Justiça e a Fiat travam, há oito meses, um embate envolvendo denúncias de falhas de fabricação no modelo Stilo. Os dois lados se armam com extensos dossiês que exigiram trabalho até de detetives para vasculhar detalhes das pessoas envolvidas no processo. A Fiat quer provar que seus carros não saíram de fábrica com defeito. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), ligado ao Ministério, busca evidências para mostrar o contrário e obrigar a montadora a realizar um recall. O processo envolve supostas vítimas de acidentes com modelos Stilo que teriam soltado uma das rodas. Há relatos de pelo menos quatro vítimas fatais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: g1, www.g1.com.br