Bancos privados levam maior parte dos lotes em leilão

Oito lotes ainda devem ser leiloados nesta quinta-feira (6)

Os bancos privados dominaram o primeiro dia do leilão da folha de pagamentos de novos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), arrematando 15 dos 18 lotes licitados. O mineiro Banco Mercantil do Brasil e o Bradesco foram os maiores vencedores nesta quarta-feira (5).

Ainda restam oito lotes que serão leiloados na quinta-feira (6). Em disputa está o direito de intermediar o pagamento de cerca de 377 mil novos benefícios concedidos mensalmente pelo INSS. O Bradesco levou cinco lotes, incluindo o da cidade de São Paulo, considerado por especialistas um dos mais interessantes, ao se dispor a pagar R$ 2,06 ao governo por cada novo benefício que intermediar na capital do Estado.

O Banco Mercantil do Brasil fez o melhor lance por outros cinco lotes e ficou com Minas Gerais, além de todo o Estado de São Paulo exceto a capital. O Itaú Unibanco apresentou a melhor proposta por três lotes, que englobam interior do Rio, os estados de Goiás e Paraná e o Distrito Federal. No caso paranaense, o Itaú Unibanco vai pagar ao governo R$ 2,70 por cada benefício que repassar a aposentados e pensionistas. Trata-se do maior valor que o governo vai receber.

O Santander, por sua vez, terá o direito de intermediar o pagamento aos novos pensionistas na cidade do Rio de Janeiro e em Salvador e proximidades. Entre os bancos públicos, o gaúcho Banrisul levou a melhor nos dois lotes que envolvem o Rio Grande do Sul. E a Caixa Econômica Federal ficou com o lote de Santa Catarina. A expectativa é que os bancos públicos acabem recebendo uma parcela dos novos pensionistas, devido à capilaridade da rede de atendimento. Isso porque, pelo edital, caso o banco vencedor não possua agência em determinado local, a melhor proposta seguinte assume o compromisso de intermediar o pagamento.

Serviços

A esperança dos bancos é oferecer serviços como crédito, seguros e investimentos a aposentados e pensionistas. Os bancos vencedores terão direito a pagar os benefícios concedidos nos cinco anos seguintes à realização da licitação. Após esse prazo, uma nova licitação será feita, para os cinco anos seguintes, e assim por diante. O contrato do INSS com cada instituição terá duração de 20 anos.

No entanto, segundo o edital, os beneficiários terão direito a trocar o banco no qual desejam receber o benefício. O órgão tem hoje 26,6 milhões de beneficiários, mas esta folha de pagamento não será colocada em leilão. Para abocanhar a carteira de novos pensionistas, o banco candidato deve se comprometer a não cobrar deles por extratos, um DOC ou TED mensal, além de extrato para o Imposto de Renda. Até 2007, o INNS pagava cerca de R$ 250 milhões por ano aos bancos para que eles fizessem o pagamento dos benefícios. Agora, além de exigir a isenção de tarifas para os beneficiários, a Previdência pode levantar bilhões de reais com a venda da carteira.

Fonte: g1, www.g1.com.br