Bovespa cai 4,75% e dólar volta ao patamar de R$ 1,75

O índice não voltava a este patamar desde o fim de setembro

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) viveu um dia fortemente negativo nesta quarta-feira (28), repercutindo a expectativa sobre o balanço da mineradora Vale, a ser divulgado após o fechamento do mercado no dia, e também o temor sobre a recuperação da economia americana, traduzido em dados abaixo do esperado para o setor de imóveis.

No fechamento, o índice Ibovespa, referência para o mercado nacional, fechou em queda de 4,75%, aos 60.162 pontos. O índice não voltava a este patamar desde o fim de setembro. Com duas quedas seguidas (o indicador recuou 2,96% na terça-feira), o Ibovespa perdeu os ganhos acumulados no mês de outubro e agora apresenta perdas de 2,2% no mês.

Pior queda desde março

A queda foi a maior desde o dia 2 de março, quando o índice perdeu 5,1%. Desde a máxima para o ano, registrada em 19 de outubro, aos 67.239 pontos, o índice já perdeu 10,53%, sendo mais de 7,5% nos últimos dos pregões.

Em Wall Street, a queda inesperada na venda de moradias novas levou o mercado de Nova York a uma nova queda. O índice Dow Jones, referência para Wall Street, fechou o dia com baixa de 1,21%, aos 9.762 pontos. O Standard & Poor"s 500, que reúne grandes empresas, recuou 1,95%, para 1.042 pontos. Já o pregão eletrônico Nasdaq perdeu 2,67%, a 2.059 pontos.

Ações

O volume financeiro negociado foi forte, de mais de R$ 9 bilhões, com as vendas predominando fortemente. Entre as mais de 60 ações incluídas no índice Ibovespa, apenas duas tiveram leves ganhos. As perdas da Vale também puxaram a desvalorização da MMX, de Eike Batista, que liderou as perdas na Bovespa, com baixa de 9,3%.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 4,75%, para R$ 34,24; Vale PNA recuou 4,53%, a R$ 37,85; Itaú Unibanco PN perdeu 6,67%, para R$ 33,00; BM&FBovespa ON diminuiu 1,73%, cotada a R$ 11,30; e Bradesco PN se desvalorizou 5,45%, R$ 33,65.

Fonte: g1, www.g1.com.br