Citi destaca resiliência da América Latina, mas mantém cautela sobre Brasil

Citi destaca resiliência da América Latina, mas mantém cautela sobre Brasil

Citi destaca resiliência da América Latina, mas mantém cautela sobre Brasil

SÃO PAULO - Avaliando possíveis estratégias e a situação atual dos mercados, a equipe de analistas do Citi ressaltou possíveis oportunidades para compra nos momentos de baixa, mas manteve posição cautelosa em relação ao desempenho do mercado brasileiro.

Na avaliação de Tobias Levkovich, neste momento de crise, as pessoas têm buscado posições mais defensivas de modo geral, em empresas com balanços mais equilibrados, além de focar seu interesse na descoberta do momento em que a recuperação definitiva ocorrerá.

Negligência

Todavia, seu relatório revela que este tipo de interesse pode negligenciar tanto possibilidades de perdas, como de ganhos. Além de ressaltar que os ciclos negativos poupam pouquíssimas ações, este tipo de visão foca demasiado o risco de perdas, em detrimento do potencial de recuperação.

A seu ver, este é um dos motivos que pressiona papéis de empresas mais sensíveis aos ciclos econômicos - "algo não totalmente surpreendente, uma vez que o ambiente de negócios internacional entrou em colapso". Deve ser dada atenção aos fundamentos, capazes de revelar oportunidades, mas ainda assim "torcer é inapropriado", afirma o estrategista.

América Latina

Também chama a atenção da equipe do Citi o desempenho resistente dos mercados latino americanos frente às novas mínimas históricas atingidas nos últimos dias em Wall Street. Na liderança deste movimento, fortes ganhos tanto nas bolsas mais ligadas aos ciclos econômicos, como Brasil e Peru, quanto nos mercados considerados mais defensivos, como Chile e Colômbia.

Como destaque negativo encontra-se o mercado de ações mexicano, por conta de sua grande conexão com os EUA. Todavia, constitui uma exceção. O cenário mais provável, traçado pelo analista Geoffrey Dennis, é formado pela baixa probabilidade de um colapso dos mercados latino americanos, pois mesmo fortes baixas seriam limitadas pela grande atratividade dos valuations.

Entretanto, por mais positiva que seja a visão, Dennis afirma "manter-se, por enquanto, mais defensivo", ressaltando sua expectativa neutra em relação ao Brasil, abaixo da média para o desempenho do México e acima da média para Chile e Colômbia.

Fonte: AFP