Confiança do consumidor tem a quinta queda consecutiva em fevereiro

Em janeiro, a queda tinha sido menos acentuada, de 0,7% ante dezembro

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,4% em fevereiro, ante janeiro, para 116,2 pontos, menor nível desde janeiro de 2012, quando marcou 106 pontos.

Trata-se da quinta queda consecutiva do indicador. Os consumidores estão menos satisfeitos com a situação atual e menos otimistas com o futuro, diz a FGV.

Em janeiro, a queda tinha sido menos acentuada, de 0,7% ante dezembro.

O ICC de fevereiro também ficou abaixo do registrado no mesmo período em 2012, quando marcou 119,4 pontos.

Presente

Nos últimos três meses, caiu a satisfação dos consumidores com a situação atual, mais do que a confiança em relação aos meses seguintes, observa a FGV.

Em fevereiro, o Índice da Situação Atual (ISA) cedeu 2,3%, ao passar de 131,9 para 128,9 pontos, o menor nível desde abril de 2010 (126,2); já o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,8%, de 110,5 para 109,6 pontos, o menor desde fevereiro de 2012 (108,3 pontos).

Quanto aos temas pesquisados, a queda do ICC nos últimos meses tem sido influenciada principalmente pelos quesitos relacionados à situação econômica local, tanto nas avaliações sobre o momento presente quanto nas expectativas para os meses seguintes.

O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a situação econômica do momento recuou 3,8% em janeiro, ao passar de 98 para 94,3 pontos, o menor nível desde abril de 2010 (92,6). A proporção de consumidores avaliando a situação como boa diminuiu de 22,2% para 21,1%; no mesmo período, a dos que a julgam ruim aumentou de 24,2% para 26,8%.

O indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação econômica futura recuou 3,5% em fevereiro. A parcela de consumidores que projetam melhora diminuiu de 28,4% para 27,7%; a dos que preveem piora aumentou de 16,0% para 19,2%.

A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita com base numa amostra com cerca de dois mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de fevereiro de 2013 foi realizada entre os dias 31 de janeiro e 23 de fevereiro.

Fonte: UOL