Crescimento da economia do país desacelera em julho para 0,42%

O governo reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para 2%.

A economia brasileira cresceu 0,42% julho na comparação com o mês anterior, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em junho, o indicador teve alta de 0,75%.



O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia --serviços, indústria e agropecuária.

Nesta quinta-feira (14), o governo reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para 2% neste ano. A previsão que já foi de 4,5%, havia sido reduzida para 3% no final de agosto.

O governo ampliou nesta quinta-feira o corte de impostos trabalhistas, e outros 25 setores vão pagar menos taxas, para reduzir os custos de funcionários. A intenção é evitar demissões ou incentivar contratações de mais trabalhadores, e tentar combater os efeitos da crise econômica global.

Essas medidas têm sido tomadas para tentar combater os efeitos da crise econômica. Na terça-feira (11), a presidente Dilma Rousseff reafirmou a informação de que a conta de luz vai cair de 16,2% (para consumidores residenciais) a até 28% (para indústrias), em média, no início de 2013, e ainda disse que essa queda pode ser maior.

Ao reduzir o custo da luz para indústrias, também alivia sua capacidade de investimento e gerar empregos.

No fim de agosto, o governo decidiu prorrogar o desconto de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de carros, geladeiras, fogões, lavadoras, móveis e material de construção. A previsão era que a redução do IPI de carros e eletrodomésticos terminasse no dia 31 de agosto. O desconto para carros foi prorrogado por mais dois meses e vai até 31 de outubro deste ano.

Outros setores também tiveram o IPI reduzido por mais tempo. A alíquota sobre os fogões, que pagavam 4% de IPI, continua zerada. O imposto foi reduzido de 15% para 5% para as geladeiras e de 20% para 10% para as máquinas de lavar. A alíquota sobre tanquinhos, que era 10%, também caiu para zero. O desconto para eletrodomésticos da linha branca foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano. A medida já foi prorrogada para o setor duas vezes, a última delas em junho, e resultou em aumento de vendas. Essa foi é a terceira prorrogação.

A isenção para móveis, painéis e laminados, que iria até setembro, também foi prolongada até 31 de dezembro.

Fonte: UOL