Criação de empregos formais recua 25,9% no primeiro semestre de 2012, para 1,04 milhão

Criação de empregos formais recua 25,9% no primeiro semestre de 2012, para 1,04 milhão

Trata-se, também, do pior resultado para o período desde 2009, quando foram criados 397,9 mil empregos com carteira assinada.

Foram criados 1,04 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre deste ano, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta segunda-feira (23) pelo Ministério do Trabalho . O número representa uma queda de 25,9% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,41 milhão de vagas.

Trata-se, também, do pior resultado para o período desde 2009, quando foram criados 397,9 mil empregos com carteira assinada. Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2011, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de maio). Os dados de junho ainda são considerados sem ajuste.

Somente no mês passado, ainda segundo dados oficiais, foram abertas 120.440 vagas com carteira assinada, o que representa o pior resultado para meses de junho, desde 2009 ? quando foram criados 119.495 empregos formais. Na comparação com o mesmo mês de 2011 (+215.393) houve uma queda de 44%.

A queda na criação número de empregos acompanha a desaceleração da economia brasileira. No primeiro trimestre deste ano, por exemplo, a economia brasileira cresceu apenas 0,2% na comparação com os três últimos meses do ano passado.

Para recuperar o crescimento, a equipe econômica do governo anunciou, nos últimos meses, uma série de medidas.

Além de o BC estar baixando os juros desde agosto do ano passado, o governo também reduziu o IPI para a linha branca (máquinas, fogões e geladeiras), para automóveis, desonerou a folha de pagamento de alguns setores, liberou crédito para as empresas e para os estados do país com juros mais baixos, baixou o nível do compulsório (recursos que têm de ser mantidos pelos bancos no BC) e também reduziu a alíquota do IOF para empréstimos de pessoas físicas.

Setores da economia

Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais no primeiro semestre deste ano, com 469.699 postos abertos, ao mesmo tempo em que a construção civil foi responsável pela contratação de 205.907 trabalhadores com carteira assinada. O setor agrícola, por sua vez, gerou 135.440 empregos no primeiro semestre, enquanto que a indústria de transformação abriu 134.094 postos formais. Já o comércio criou 56.122 postos formais, segundo dados oficiais.

"Entre os vinte e cinco subsetores de atividade econômica, apenas a Indústria de Material de Transporte (-3.790 postos ou -0,65%) mostrou queda no nível de emprego no primeiro semestre de 2012", informou o governo.

Distribuição geográfica dos empregos

Por regiões do país, ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, o destaque ficou por conta do Sudeste, com 619.950 postos formais abertos nos seis primeiros meses de 2012. Em segundo lugar, aparece a região Sul, com a abertura de 203.253 vagas com carteira. A região Centro-Oeste, por sua vez, abriu 152.403 postos de trabalho. Já as regiões Norte e Nordeste criaram, respectivamente, 44.565 empregos e 27.743 postos formais no primeiro semestre deste ano.

"Dentre as vinte e sete Unidades da Federação, vinte e seis mostraram crescimento do emprego, com duas apresentando saldos recordes, três o segundo melhor resultado e cinco o terceiro maior saldo para o período. Os resultados recordes foram exibidos pelos estados do Pará (+22.364 postos) e Amapá (+1.938 postos)", informou o governo. Acrescentou que os estados que obtiveram o segundo melhor resultado para o período foram Goiás (+74.176 postos), Tocantins (+8.139 postos) e Acre (+2.953 postos).

Fonte: G1