""Crise afeta o Brasil, e muito"", aponta analista econômico Carlos Alberto Sandenberg

Um exemplo que interessa diretamente: as empresas brasileiras que já ganharam licitações da Petro

Eis como a crise mundial chega ao Brasil, em primeiro lugar. Ali?s, j? chegou: pela falta e/ou encarecimento de capitais e financiamentos para novos investimentos.

Um exemplo que interessa diretamente: as empresas brasileiras que j? ganharam licita?es da Petrobr?s para a constru??o de navios e sondas de explora??o de petr?leo est?o, neste momento, negociando financiamentos de bancos internacionais.

Segundo reportagem do jornal ?Valor Econ?mico? de hoje, bancos estrangeiros suspenderam, provisoriamente, por enquanto, opera?es para financiar R$ 12 bilh?es ? opera?es que j? estavam em andamento.

Isso porque, no mercado internacional, a taxa de juros pela qual os bancos captam dinheiro subiu fortemente, pela simples raz?o de que h? menos dinheiro dispon?vel.

Eis um exemplo da alta dos juros. A companhia brasileira Braskem fechou recentemente um financiamento internacional, pagando taxa de juros de 1,75% ao ano acima da Libor, taxa de juros que os bancos cobram entre si no mercado de Londres. ? a taxa de refer?ncia. Pois bem, no empr?stimo que fez ? seguradora AIG, o Fed, banco central dos EUA, cobrou Libor mais 8,5% ao ano.

Outro exemplo: o risco Brasil, que havia ca?do para 190 pontos, subiu para perto dos 350 pontos ? isso significa que as empresas brasileiras, ao tomarem empr?stimos externos, pagam agora a taxa de juros dos t?tulos americanos, mais 3,5% ao ano, contra 1,9% antes da crise.

Para um pa?s que necessita de capitais para novos investimentos ? e que n?o os tem no pa?s ? a crise financeira internacional afeta , e muito.

Fonte: g1, www.g1.com.br