Cruzeiros são opção para passagem do fim de ano após redução de até 30%

Os cruzeiros, mesmo os nacionais, são fechados em dólar, a principal razão para os preços mais em conta

Ainda é possível comemorar o Natal ou o réveillon a bordo de um dos navios que estarão na costa brasileira neste fim de ano. De acordo com as empresas que operam cruzeiros no país, os turistas contam com uma vantagem: os preços estão até 30% menores na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os cruzeiros, mesmo os nacionais, são fechados em dólar, a principal razão para os preços mais em conta. Há um ano, em 17 de novembro de 2008, a moeda norte-americana estava cotada em R$ 2,27. Nesta segunda-feira (16), o dólar fechou em R$ 1,71.

Outro dado que favorece o consumidor é a maior oferta de navios: de acordo com a Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), 18 embarcações, duas a mais do que o ano passado, vão atender os turistas brasileiros. Ao todo serão 407 viagens com capacidade para atender mais de 860 mil passageiros.

Os pagamentos podem ser parcelados em até dez vezes em real o que torna as viagens marítimas mais acessíveis a todos os públicos, segundo a Abremar. A entidade afirma que para viagens nesta temporada há preços que variam entre 10 vezes de R$ 20, para minicruzeiros em dezembro, até cabines de R$ 40 mil, para o réveillon.

"Eu acho que este fim de ano está especial para o turista porque o acesso ao cruzeiro melhorou muito. (...) Nunca foi tão barato fazer um cruzeiro", afirma Ricardo Amaral, presidente da Abremar. A entidade espera um crescimento de 20% no faturamento do setor por conta da maior oferta e do aquecimento no setor.

Diretor comercial da CVC Cruzeiros, Rodolfo Szabo diz que em todos os navios da companhia ainda há vagas para o natal e ano novo. "Pode ser que o turista não encontre lugar em cabines mais baratas, ou suítes com varandas, que são as mais procuradas. Mas ainda há lugar", afirma.

Szabo aponta como vantagem para o consumidor o sistema de "tudo incluído", no qual o pacote já inclui refeições, bebidas e entretenimento. "Pode oferecer conforto completo, com tudo incluído. Na viagem, não precisa se preocupar com comida, bebida, acomodação, lazer. E com a vantagem de pagar tudo parcelado. O que existe de extra é butique, cabeleireiro, spa, excursões, o que é puramente opcional."

Opções limitadas

O Grupo Costa, dona das empresas Costa Cruzeiros e Ibero Cruzeiros, também tem lugares para as festas deste fim de ano, mas alerta: "Quer quiser uma cabine tal, e uma tarifa tal, talvez não encontre mais", afirma a gerente de Vendas e Marketing, Claudia Del Valle.

Cláudia diz que algumas pessoas reservam os locais com um ano de antecedência. "Em janeiro vamos abrir os pacotes de 2010/2011. Quem se programa consegue pagar menos e ter os melhores lugares nos navios."

A gerente afirma ainda que os preços neste ano estão bem mais baratos. "Na Ibero, que começou a atuar neste ano, os preços são estão mais baixos. (...) Na Costa Cruzeiros os valores também estão menores. Pagando a mesma coisa, uma passageiro que comprou uma cabine interna, que é mais cara, conseguiu comprar uma externa."

De acordo com o diretor comercial da MSC Cruzeiros, Adrian Ursilli, a empresa registrou no mês de setembro incremento de 30% nas vendas na comparação com a média de vendas do primeiro semestre do ano, quando o dólar estava mais alto e os reflexos da crise financeira internacional ainda eram sentidos na economia.

"Neste fim de ano o resultado vai ser melhor porque temos uma oferta maior. A MSC está com dois navios a mais na América do Sul e a previsão é de 100% da ocupação", diz Ursilli.

O diretor da MSC afirma que quem não conseguir o lugar que deseja em cruzeiros para o réveillon, deve procurar datas próximas. "Fora do Natal ou Ano novo há mais opção de lugares, promoções atraentes, além de os preços serem mais acessíveis."

Popularização

As operadoras de cruzeiro afirmam que houve recentemente uma popularização dos cruzeiros, com viagens mais curtas para destinos nacionais, chamados minicruzeiros.

"A tendência é de crescimento das viagens como um todo e os minicruzeiros também sentem isso."

Diretor comercial da CVC Cruzeiros, Rodolfo Szabo afirma que há muito mercado para o setor. "Há muitas áreas que não são atendidas pelos cruzeiros. A camada D tem potencial de comprar celular de R$ 800, mas com o mesmo valor você adquire um minicruzeiro. Há viagens de US$ 300, menos de R$ 600, e pode pagar em dez vezes. É um mercado com muito potencial."

A tendência dos minicruzeiros é de viagens para o litoral paulista, em Ilhabela; do Rio de Janeiro, na área de Búzios; e do litoral gaúcho.

Fonte: g1, www.g1.com.br